Veridiana Leite | Referência Galeria de Arte

De 9 de dezembro a 20 de janeiro de 2024, a Referência Galeria de Arte apresenta a mostra Supernova, de Veridiana Leite, uma coleção de paisagens líquidas e noturnas com curadoria de Cristiana Tejo.  A entrada é gratuita e livre para todos os públicos.

Supernova reúne 10 pinturas a óleo sobre tela e fazem parte da mais recente produção da artista visual Veridiana Leite, brasileira de Ribeirão Preto (SP) que reside em Lisboa (Portugal). “A supernova é um fenômeno que ocorre quando uma estrela chega ao fim de sua vida e produz uma explosão que pode atingir um brilho de muitos milhões de vezes maior do que o da estrela antes da explosão, algo comparável ao brilho de uma galáxia inteira”, diz Cristiana Tejo, curadora da exposição. Esta é a segunda vez que artista e curadora trabalham juntas em uma exposição. A primeira aconteceu em 2022, na Galeria NowHere, em Lisboa. “As obras presentes nesta exposição apresentam uma atmosfera noturna, invernal, com ênfase na lua e nos astros celestes, numa espécie de mergulho na psique e nas emoções mais profundas”, completa a curadora.

Veridiana Leite afirma que os trabalhos foram pensados para que os espectadores se movimentem no espaço expositivo, aproximando-se para verem os detalhes e afastando-se para perceberem a totalidade. “Essas telas refletem a noite, mas junto com isso, são também o espaço de tempo entre o pôr do sol e o amanhecer.  A esperança dos começos e de certa forma até de enxergar uma luz nessa escuridão. Eu quis ressaltar os reflexos e as luzes que saem da pintura, por isso dessa vez a escolha do fundo escuro”, diz a artista.

Fortemente influenciada pela música, a literatura e a dança, Veridiana parte da obra do filósofo e poeta francês Gaston Bachelard, em especial o livro “A água e os sonhos”, uma reflexão sobre o imaginário das águas, que representam os sentimentos e as emoções. “A dança também foi essencial, ajudou a dar densidade a essas pinturas sendo hora transparentes ora entre linhas e gestos que ajudam a construir o ritmo e movimento das composições. Os reflexos e o espelho, o olhar para dentro, e olhar de frente para as sombras que fazem parte da nossa essência. Colocar a luz e a sombra nesse lugar mais de normalidade. Como diz Bachelard: “o ser que sai da água é um reflexo que aos poucos se materializa: é uma imagem antes de ser um ser, é um desejo antes de ser uma imagem””, ressalta Veridiana.

 

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