Uma mulher sempre sorrindo | WG galeria

A WG galeria inaugura a exposição “Uma mulher sempre sorrindo”, aberta para visitação a partir do dia 13 de novembro (quinta). A mostra convida o público a refletir a multiplicidade da experiência feminina e a importância da presença das mulheres na construção da sociedade, através das obras de duas artistas distintas, Carol Ambrósio e Elvira Freitas Lira. Nesta cena, criada em conjunto pela curadora Paula Borghi e os arquitetos – sócios da galeria – Mariana Weigand e André Weigand, as artistas dialogam por meio da plasticidade de assemblages, objetos  de parede, jóias falsas, pedras brutas, pinturas e tapetes; e pela poética que transita pelos territórios do dramático, do cômico, do ousado e do absurdo.

Desde a sua inauguração, no ano de 2022, obras de diversas artistas mulheres integram exposições na WG e também são maioria nos projetos criados para a participação da galeria em feiras de arte. Ao longo da história, as vozes femininas protagonizaram lutas e conquistas fundamentais, reivindicando direitos, igualdade e respeito. A mostra evidencia essa necessidade contínua de combater desigualdades e violências estruturais que atravessam as vivências do feminino, e reforça a posição política dos sócios que primam pela apresentação de trabalhos de artistas mulheres ao mercado, impactando diretamente a vida de todas elas e seus descendentes.

Artista multidisciplinar, Carol Ambrósio vive e trabalha em São Paulo. Sua produção articula-se, em grande parte, na elaboração de assemblages e na reutilização de materiais. Questões de gênero, estruturas de poder, feminino, pertencimento e relações são exemplos de leituras que podem ser construídas a partir de sua obra. A criação conceitual vai em busca de aceitar a forma das coisas imperfeitas, transitórias, incompletas e não convencionais.

Já Elvira Freitas Lira é pintora autodidata desde criança. Natural de Arcoverde (PE), hoje vive e transita entre Pernambuco e São Paulo. As cidades onde viveu influenciam seu trabalho, que une a cultura pop urbana à sua relação afetiva com as culturas tradicionais e contemporâneas do Nordeste. Trabalha principalmente com a pintura figurativa em acrílica e óleo, também fazendo uso de técnicas mistas que abrangem a colagem, assim como escritos e poesias. Com um forte viés biográfico, sua obra traz uma abordagem que vai do íntimo ao coletivo, do individual ao universal.

A curadoria de Paula Borghi, não apenas coloca em evidência o trabalho dessas mulheres, mas também reflete sobre a necessidade de maior reconhecimento e preservação das suas contribuições. “Elvira já nasceu com nome de bruxa, talvez por isso desde muito cedo é possível ver o céu de sua boca a cada sorriso. Carol, com a idade de Elvira, fugiu para China na busca de sorrir sem o eco grave de sua família. Ambas nunca cobriram com a mão sua boca ao sorrir, nunca esconderam sua alegre raiva. Uma mulher sorrindo incomoda muita gente, duas mulheres sorrindo incomodam muito mais.”, afirma a curadora.

“Esta exposição é amplamente importante para nós: é a primeira da artista Carol Ambrósio na WG, que começou a representá-la na metade deste ano. Carol tem no currículo exposições institucionais importantes como no Museu Emannuel Araújo em São Paulo, e na Pinacoteca de Piracicaba-SP, na qual teve obras premiadas.  A exposição é também a última abertura de 2025, ano que tem sido generoso conosco (de muitos acertos e novos artistas), e por fim, anuncia a representação de Elvira pela galeria. Uma Pagu do século XXI, Elvira Freitas Lira é uma artista visual promissora. Suas pinturas evocam ares de pop contemporâneo, como se designa na música. Seu trabalho possui a autenticidade de quem nasceu no coração da cena crítica e poética do Pernambuco, entre artistas, músicos e jornalistas. Potencial enorme que vamos apoiar e representar a partir de agora.” comenta Cris Genaro, sócia da WG.

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