UM LUGAR LUGAR NENHUM: Paisagens contemporâneas | Galeria Marília Razuk

A paisagem como um tema e como força atemporal da arte é fio que conduz a exposição UM LUGAR LUGAR NENHUM: Paisagens contemporâneas, coletiva em cartaz a partir de 4 de março, na Galeria Marília Razuk. Com curadoria do artista Rodrigo Andrade – um dos principais nomes da pintura contemporânea brasileira -, a mostra reúne nomes de diferentes gerações e trajetórias, todos conectados pela linguagem pictórica.

São artistas como o mineiro Alexandre Wagner, autor de uma sólida pesquisa pictórica; o brasiliense David Almeida, artista que investiga múltiplas linguagens, do desenho a instalações, com interesse especial pela pintura; o artista e poeta Evandro César, cujas raízes provém do slam, da arte urbana e do pixo da Cidade Tiradentes, região da Zona Leste de São Paulo, onde nasceu e vive até os dias atuais; Joaquim Pinkalsky, artista paulistano que desenvolve seu trabalho a partir da aquarela, da gravura e da escultura; Link Museu, poeta e artista, um dos principais nomes do pixo da Zona Leste, que incorpora em sua obra influências da arte urbana de sua região natal, o bairro paulista Cidade Tiradentes; a artista paulistana Maria Andrade que, através do  estudo e experimento de cores e pigmentos, cria pinturas de paisagens por vezes oníricas; e Mariana Serri, artista mineira que pesquisa por meio da pintura questões históricas-filosóficas e as semelhanças entre a cor e a linguagem.

Em um ato que remete aos primórdios da pintura moderna, quando os artistas pintavam ao ar livre, diante da natureza e do mundo, o curador propôs uma espécie de ateliê aberto no Luau dos Loucos, uma horta urbana situada entre um riacho que separa os distritos de Cidade Tiradentes, Guaianases e Itaquera. É a partir destas paisagens e de momentos de troca entre os artistas que nascem as 35 telas que compõem a mostra.

“Sete pintores de São Paulo às voltas com um gênero tradicional que está na origem da arte moderna, enfrentando um contexto contemporâneo complexo, problemático e travado, ainda que potencialmente libertário. Juntos, trazem paisagens imaginárias e paisagens pintadas in locu, ao ar livre, formando um conjunto heterogêneo de pinturas que, não obstante, dialogam entre si”, reflete Rodrigo Andrade. “É a paisagem como um tema quase não tema, um pretexto para pintura. Atemporal”, completa.

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