Thomaz Velho | Casa Brasil

Com um convite para vivenciar a pintura como acontecimento, Thomaz Velho apresenta Tormenta – sua primeira exposição individual – na Casa Brasil, no Centro do Rio, a partir da próxima quinta-feira (13). Com entrada gratuita, a mostra apresenta uma nova fase da carreira do artista, com obras em novos formatos, cores e ideias, saindo da calmaria para uma produção mais veloz e impactante. A exposição fica em cartaz até o dia 6 de setembro, de terça-feira a domingo, das 10h às 17h.

Conhecido por sua constante investigação sobre a forma e a cor, Thomaz Velho expõe o resultado de uma intensa prática artística, com 11 obras entre inéditas e criadas nos últimos anos. Para Tormenta, o artista utilizou um novo ateliê, em uma fábrica de tecidos desativada no Rio Comprido. A altura elevada do pé-direito do espaço (altura livre entre o piso e o teto) cria uma semelhança com a nave principal (salão) da Casa Brasil. As peças têm técnicas em acrílico, desenho e pintura, com obras de até três metros de altura.

Tormenta é, sem dúvida, uma mudança no direcionamento do meu trabalho, com um processo avassalador na produção das obras, deixando a calmaria de lado. A escolha do nome da exposição faz todo o sentido, há quem me chame até de o artista atormentado (risos). Há alguns anos, deixei o mercado de produção e audiovisual para viver esse sonho, e agradeço a parceria com a curadora Adriana Nakamuta e de toda a minha equipe, que me acompanha nesse novo desafio”, conta Thomaz Velho.

A exposição mostra a potencialidade das suas pinturas em evocar na nossa memória de brasilidades as superfícies das paredes de cal, o grafismo silencioso das fachadas históricas dos edifícios ou até mesmo a geometria da arquitetura vernacular que resiste silenciosamente ao tempo. A urbanidade e a natureza convivem em permanente estado de excesso e de caos, habitando o centro da pintura de Thomaz Velho com a força da matéria pictórica que se torna imagem.

“O trabalho autoral do Thomaz será muito bem-vindo junto com a força popular da Casa Brasil, que atrai um grande público em seu novo formato, exaltando as artes brasileiras e do Rio. Para a sua primeira exposição individual, Thomaz utiliza cores mais vibrantes, como vermelho e amarelo, em vez da gradação suave das pequenas pinturas. É uma transição, com um ritmo e uma paleta diferente e, ainda, com o desafio de formatos de grande escala nessa nova fase de sua trajetória”, disse Adriana Nakamuta.

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