Thereza Salazar | OMA Galeria

Em 31 de maio, a OMA Galeria inaugurou a exposição “Paradoxos”, individual da artista Thereza Salazar. Com texto crítico de Pedro Nery, a mostra reúne desenhos e colagens criados pela artista nos últimos dois anos, durante o período da pandemia. Com o acesso a materiais restrito, Thereza resolveu utilizar os recursos que tinha em mãos em seu ateliê, como lápis, papel japonês, lápis de cor e nanquim.

As colagens da artista são criadas a partir de imagens coletadas de revistas, livros e publicações antigas. Ao recortar as imagens, Thereza as esvazia de seu significado original, em seguida utilizando-as para montar e remontar novas figuras. Nesse rearranjo, os elementos são ressignificados de acordo com o imaginário da artista, criando novas narrativas.

Existe certa ambiguidade nas imagens que cria: apesar de suas obras terem formas claras, muitas vezes parecendo enciclopédias, trazem também um aspecto fantasioso, com animais imaginários, talismãs e outros elementos que parecem saídos de fábulas, lendas ou livros de alquimia. Seus trabalhos não podem ser entendidos apenas com a razão, exibindo um caráter enigmático que atrai e ao mesmo tempo causa estranheza ao observador.

Para a Thereza, a arte atua no campo do que não existe. Por isso, a artista não atribui significados pré-definidos a seus trabalhos, deixando que cada um seja afetado e interprete suas obras a partir de suas próprias referências.

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