Teresa Viana | Casa de Cultura do Parque

Teresa Viana, detalhe do conjunto 'Feltragens', 2017-2020 | FOTO: Eduardo Delfim

A artista Teresa Viana, conhecida por suas pinturas em grandes dimensões na técnica de encáustica fria, que se caracterizam por sua tridimensionalidade escultórica em cores fortes e vibrantes, irá apresentar em Feltragens, na Casa de Cultura do Parque, uma seleção de obras em feltro de lã de carneiro tingida, com dimensões variadas. As peças foram produzidas entre 2017 e 2020, sendo exibido um recorte desta produção da artista, inédita em São Paulo.

A exposição integra o Projeto 280 X 1020, que propõe ao artista convidado a ocupar uma parede localizada entre espaço interno e externo da Casa de Cultura do Parque. A mostra Feltragens faz parte do II Ciclo Expositivo 2022 da Casa, que tem direção artística de Claudio Cretti, e estará em cartaz a partir de 02 de julho.

Desde 2017, a artista integrou a feltragem com lã de carneiro em seu trabalho, uma técnica que tem sido usada pelos povos nômades da Ásia desde os primórdios dos tempos. Assim, ela resgata um modus operandi ancestral ligado a outro espaço-tempo para questionar os processos perceptuais na contemporaneidade.

As obras foram apresentadas pela primeira vez no Brasil no Museu de Arte de Ribeirão Preto (MARP), na exposição Pensamentos Pictóricos, em 2020, pelo Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça, 9ª edição, da Funarte, que viabilizou a exposição e a doação de uma pintura e uma feltragem para o acervo do museu. Em 2017, elas foram exibidas em duas coletivas nos EUA: Another Gesture, na A.I.R. Gallery, NY; e uma série delas que se configuram como um livro, na Library of Love, no Cincinnati Contemporary Art Center e faz parte do acervo desta instituição. Em 2019 foram mostradas no Spring Open Studio do International Studio & Curatorial Program (ISCP), NY.

Teresa Viana investiga uma linguagem através da qual é possível expandir a experiência do pensamento, tendo como objeto de pesquisa uma profusão de intensas sensações sinestésicas (físicas e visuais) que se organizam como “pensamento tátil”. Embora o seu meio principal seja a pintura, sua prática pede outras mídias, como desenhos sobre papel e digital, colagens e site specific, instalações em diversos materiais, como as feltragens que compõem a nova exposição. Suas pinturas e instalações caracterizam-se por um relevo em cores fortes e vibrantes que extrapolam a superfície pictórica, estimulando um olhar tátil e lateral.

O II Ciclo Expositivo de 2022 da Casa de Cultura do Parque também é composto por MAHKU – Cantos de imagens, exposição do Movimento dos Artistas Huni Kuin, e por Breve, individual de Rodrigo Bivar.

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