Solano | Parque do Ibirapuera

O artista visual Solano apresenta a performance “Campo de Luz: Ao Pó Voltarás” no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. A performance se divide em três atos, sendo eles o nascimento, vida e morte.

A performance propõe a integração do nascimento, vida e morte em uma atuação que simula simbolicamente os três estágios da existência. A escolha da performance como linguagem artística insere a obra no contexto da Arte Contemporânea e Pós-Moderna. Essa manifestação valoriza a atitude do artista e utiliza o corpo e as ações como meio expressivo, questionando e ressignificando conceitos.

O gesto central envolve a relação entre Solano, a Figueira cortada há 30 anos e a memória do pai, representada pelo tronco transportado durante a ação. Na primeira parte, o nascimento inicia-se no complexo viário Ayrton Senna, ao adentrar-se no túnel e percorrer toda sua extensão. Ao sair do túnel, ele é untado com uma mistura de óleo de coco e carvão macerado, envolve-se no Manto da Morte e segue até o Parque Ibirapuera, finalizando o percurso no tronco-escultura do artista Hugo França.

Solano, cortejado em uma liteira, Solano sai e adentra o interior do tronco vazado. Ainda na escultura o caixão contendo o tronco permanece ao lado. Na terceira parte, o estágio da morte é performado. O tronco que estava dentro do caixão é transferido para a liteira e Solano assume seu lugar no caixão. O cortejo continua em direção à entrada do Pavilhão da Bienal, no bicicletário, que funcionará como crematório simbólico; pessoas ao redor jogam aparas do processo dos tubetes, como se fossem flores. Após esse momento, Solano sai do caixão vestindo o Manto da Vida, diferente do manto da morte usado anteriormente. Solano sai com uma urna funerária feita de tubete e segue caminhando pela Bienal.

Solano, Campo de Luz: Ao Pó Voltarás, Parque do Ibirapuera

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