Em um dos vídeos apresentados na exposição Solange Pessoa: outras escalas. Desenhos, filmes e instalação, a artista observa que a paisagem influencia a obra daqueles que a habitam. A afirmação sintetiza aspectos centrais de sua produção, marcada pela observação da natureza, do corpo e dos ciclos da vida, em diálogo com materiais naturais e referências da paisagem mineira. Esse universo poderá ser visto nesta mostra que o Itaú Cultural (IC) apresenta de 4 de agosto, a partir das 19h30, a 1º de novembro, em três andares do espaço expositivo.
Com curadoria de Franklin Espath Pedroso, a exposição reúne cerca de 150 desenhos inéditos, 10 filmes experimentais e uma instalação derivada de Campos peregrinos, trabalho apresentado por ela em Glasgow, na Escócia, em 2025. É a primeira vez que a artista reúne sua produção audiovisual em uma exposição. A concepção, a realização e o projeto de acessibilidade são da equipe do Itaú Cultural. O curador também assina o projeto expográfico ao lado de Leila Scaf Rodrigues.
Solange nasceu em Ferros (MG), em 1961, e desenvolve há mais de quatro décadas uma obra que articula desenho, escultura, instalação, fotografia e vídeo. Ela é reconhecida por pesquisas que incorporam materiais naturais e procedimentos ligados à observação da paisagem e dos processos de transformação da matéria.
Nos últimos anos, o seu trabalho tem alcançado ampla presença internacional. Atualmente, Solange se prepara para participar da Bienal de Toronto, no Canadá, em setembro. Ainda monta uma exposição individual, que abrirá em outubro na Fundación Botín, na Espanha. A artista também foi convidada pela Fondation Cartier, na França, para realizar uma grande mostra de sua obra em 2027. No Brasil, ao reunir obras inéditas, trabalhos recentes e uma seleção significativa de filmes, a exposição no IC oferece um panorama de aspectos centrais de sua produção e de seu percurso artístico.


