A WG galeria, em sua busca por multiplicidade de repertórios e linguagens, e dedicação a formação de novos públicos na arte contemporânea, convida para a abertura da nova exposição “Sob a febril agitação de um pulso”, no próximo dia 30 de agosto (sábado), às 16h, no mezanino da Rua Araújo, 154, centro de São Paulo. Com entrada gratuita, o evento marca os três anos do projeto, que tem a proposta de explorar múltiplos formatos e apresentar talentos emergentes das artes visuais. A WG celebra, também, o calendário agitado do período, com a participação nas feiras de arte que acontecem entre o final agosto e metade de setembro: em São Paulo, a SP-Arte Rotas 2025 e a FASSP (Feira de Arte Social de São Paulo), além da ArtRio, que acontece na Marina da Glória (RJ).
A vastidão da obra de Cruz e Souza, poeta simbolista brasileiro, filho de escravos, que se tornou intelectual engajado na causa abolicionista do século XIX, revela seu múltiplo universo de possibilidades, como o pessimismo, a sinestesia e o rigor formal, mas também elementos particulares como a presença da cor e a temática social, direcionando o apreciador de sua obra para caminhos que expressam sentimentos simbióticos – referências do curador convidado, Henrique Menezes, para exposição “Sob a febril agitação de um pulso”.
A mostra apresenta obras dos artistas visuais Jesus José (GO), da fluminense Shay Marias (RJ) e de Rafaela Foz (SP), e percorre as diversas visões do cotidiano e os entrecruzamentos culturais, com trabalhos que fazem das cores preto e branco, contraste e vibração, por vezes plurais e desafiadoras, em meio à uma figuração que evoca a atmosfera noturna mística e reflete sobre o existencialismo da poesia simbolista, com sensibilidade para os aspectos contemporâneos que modificam a dinâmica das relações humanas.
Entre colagens e pinturas, e com soluções impecáveis de suportes, “Sob a febril agitação de um pulso” amplia o projeto da WG galeria, ao abrir seu espaço para que, desta vez, três artistas não representados pelo local, sejam os protagonistas.
Para Cris Genaro, sócia da WG, “Nesses três anos de projeto e dois de portas abertas no coração de São Paulo, a WG se fortalece como agente cultural relevante ao acelerar sua participação em feiras, convidar novos artistas para exposições e costurar seu calendário expositivo, temáticas e linguagens considerando importante eventos do período, o que inclui fomentar narrativas convergente à 36ª Bienal de Arte de São Paulo, que abre para o público no início de setembro.” destaca.

