Simone Cadinelli Arte Contemporânea | Art Weekend São Paulo

Nos dias 8, 9 e 10 de novembro a galeria Simone Cadinelli Arte Contemporânea apresentará obras dos artistas Claudio Tobinaga, Gabriela Noujaim e Roberta Carvalho na 4° edição do Art Weekend São Paulo.

Questões como o imaginário periférico, universo distópico, ancestralidade, Amazônia, questões identitárias estão presentes nos trabalhos desses artistas, que estarão expostos na galeria Rabieh+, na Alameda Gabriel Monteiro da Silva – Jardins.

Assim, a galeria leva para o evento sete pinturas de Claudio Tobinaga, que retrata pessoas e situações de imaginários periféricos, principalmente da Zona Norte do Rio de Janeiro, em um universo distópico. Alguns desses trabalhos integraram a exposição “Colapsos”, individual do artista na Simone Cadinelli Arte Contemporânea, com curadoria de Cézar Bartholomeu, entre agosto e outubro de 2018.

Diante de um atual contexto de fluxos migratórios mundiais, em contraposição a uma produção que busca dialogar por identidades e origens, as artistas Gabriela Noujaim e Roberta Carvalho apresentam uma produção que resgata passados, criando dobras e reinvenções indentárias.

Da artista Gabriela Noujaim estarão cinco trabalhos que são desdobramentos de sua individual “Maraca”, em cartaz no espaço anexo da Simone Cadinelli Arte Contemporânea até o próximo dia 14 de novembro.

Buscando “fixar uma imagem no tempo”, Gabriela Noujaim partiu da gravura – em que se especializou, em 2007, pela Escola de Belas Artes da UFRJ – e também vídeos, fotografias e videoinstalações para articular e tensionar questões como sua ancestralidade indígena, a luta contra a violação do corpo feminino, estruturas sociais, crises políticas e desastres ambientais.

Roberta Carvalho suscita questões identitárias e sociais, ao trazer os povos da Amazônia em seus trabalhos, criando uma conexão entre a tecnologia, floresta e os ribeirinhos. A artista desenvolveu sua pesquisa em tecnologia para inserir imagens em paisagens urbanas ou naturais, como copa de árvores, e a partir daí criou o aplicativo “Amazônia Aumentada”, que permite ao espectador interagir com suas obras. “Podemos nos relacionar com o que está nas nossas mãos, que são os dispositivos eletrônicos, naturalizados na nossa vida e já fazem parte da gente, e levar isso como elemento de interação com os trabalhos”, explica.

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