Shima | Galeria de Arte Nello Nuno

Com curadoria de Wagner Nardy, a exposição Transmutação, de Shima, abre em 7 de agosto e segue em cartaz até 4 de outubro na Galeria de Arte Nello Nuno

A Fundação de Arte de Ouro Preto (FAOP) inaugura, no dia 7 de agosto, o programa Corpo Continente, que apresenta a exposição individual Transmutação, de Shima, na Galeria de Arte Nello Nuno. A curadoria é de Wagner Nardy e a abertura acontece das 15h às 19h, com entrada gratuita.

O programa parte do território para investigar a paisagem como campo simbólico — de ausências, memórias, projetos e fenômenos. “Os artistas convidados, David Magila e Shima, partem de duas tradições pictóricas extremas, ocidental e oriental, para trazer ao público reflexões sobre a pintura enquanto gesto, ficção, invenção, provocação, identidade, sensação e emoção”, afirma o curador.

Na exposição de Shima, a paisagem é discutida a partir de uma prática territorial que questiona o gesto, a cor, o conceito e a forma ao longo do tempo.

A mostra apresenta cerca de 60 pinturas a óleo produzidas entre 2025 e 2026, reunidas em duas séries inéditas: Nuvens e Temporal. Nas telas, módulos de nuvem pairam sobre colunas de chuva estriadas, em grisalhas sobre fundos escuros. As obras variam de formatos miniatura (9×12 cm) a grandes dimensões (100×150 cm), incluindo um díptico. Cada pintura é feita de muitos gestos, em camadas que aguardam meses, por vezes anos, de secagem e cura.

A pesquisa que fundamenta a série nasce dos estudos de Shima em Medicina Tradicional Chinesa, na qual a Água — reino da memória, do inverno e do recolhimento — rege a cor preta que cobre o fundo das telas. Para o artista, o título da mostra nomeia o intervalo entre estados da matéria: “Fixar em uma outra materialidade um elemento que nunca permanece estático; o quadro é o intervalo em que a transformação se deixa ver. Estas nuvens deságuam em nós, nos corpos vivos que as contemplam.”

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