Rodrigo Bivar | Athena Contemporânea

A individual de Rodrigo Bivar, “Nada pensa nada” conta com 11 pinturas inéditas.
O título, tirado de um verso de Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa, em O Guardador de Rebanhos diz; “Que pensará isto daquilo? Nada pensa nada.”. Para Bivar, se o escritor fala que ‘o sentido íntimo das coisas é elas não te-rem sentido íntimo nenhum’, isso nos faz pensar que não haveria razão alguma em escrever nada. “Mas escrevendo ele devolve mistério ao mundo, torna o mundo um lugar um pouco mais confuso, e menos pragmático ou funcional, e eu gostaria que minhas pinturas tivessem essa qualidade”
Suas pinturas abstratas, que a partir da série Lapa assumiram um tom mais ri-goroso, agora parecem radicalizar a simplicidade das formas de maneira não menos rigorosa.
Entre outras ações novas no procedimento de Bivar, o artista encarou o ato laborioso de eliminar as manchas de suas pinturas, deixando em algumas delas apenas vestígios estruturais. Outras vezes formas retangulares evidenciam so-mente algumas linhas de cor escondidas pelo branco, remetendo ao espectro da pintura que se mescla também com a energia do ofício. Bivar encontra beleza na arte que se arrisca a falar sobre nada, ou tudo.
(Brasília / DF, 1981) Artista graduado em artes plásticas pela Fundação Armando Álvares Penteado (São Paulo, SP). Ganhou o Prêmio Aquisição do Centro Cultural São Paulo, em 2008, quando realizou sua primeira individual como parte do programa de exposições da instituição. Desde então, apresentou individuais no Paço das Artes (São Paulo) e na Fundação de Arte de Ouro Preto (Ouro Preto, MG), Galeria Millan (São Paulo) e Galeria Mariana Moura(Recife, PE). Participa, desde 2005, de mostras coletivas, dentre as quais: O Estado da Arte, no Instituto Figueiredo Ferraz (Ribeirão Preto), 2016; Aproximações Pictóricas, na Galeria Athena Contemporânea (Rio de Janeiro), 2015; o Festival Internacional de Arte Contemporânea SESC_VideoBrasil (São Paulo), 2013 e 2011; 7 SP – Seven Artists from São Paulo, no C.A.B Contemporary Art (Bruxelas, Bélgica), 2012; Panorama da Arte Brasileira do MAM (São Paulo), 2011; A Contemplação do Mundo – Paralela 2010 (São Paulo); Grau Zero, no Paço das Artes (São Paulo), 2009.

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