Na CASACOR 2026, que ocupa o edifício Aliança da Bahia, na Rua Araújo Porto Alegre, no Centro, a exposição Rio Entre Tempos toma o próprio entorno como ponto de partida para revelar as diferentes camadas que constituíram aquela região da cidade.
Com curadoria de Joaquim Marçal, a mostra ocupa dois espaços. No terraço, quatro grandes painéis de orientação permitem ao visitante reconhecer, na paisagem construída, os prédios que integram a história arquitetônica do Rio. No sétimo andar, fotografias históricas e contemporâneas apresentam 12 edifícios emblemáticos do entorno, entre eles o Palácio Gustavo Capanema, a sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), o Theatro Municipal e o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.
As imagens recuperam as transformações de uma área profundamente marcada pelos sucessivos processos de construção, destruição e reconstrução da cidade. A exposição começa com o Morro do Castelo, onde o Rio se estabeleceu nos primeiros séculos de sua história. Desmontado no início do século XX, o morro deixou um grande vazio, posteriormente ocupado pela Esplanada do Castelo e alguns dos principais exemplares da arquitetura moderna carioca.
“Estes edifícios refletem fases importantes da história política, econômica e social de nossa cidade e de nosso país. São distintos partidos arquitetônicos aplicados aos nossos prédios públicos e privados, que vão se sucedendo ou coexistindo – às vezes, de forma antagônica”, comenta Joaquim Marçal.
Livia Baião relaciona a proposta da exposição às transformações urbanas em curso: “A cidade do Rio de Janeiro, em especial a área do Centro, vem passando por mais um processo de reformas e renovação. Esse Centro, cujo sentido foi questionado após a pandemia, agora tem sido objeto de diversas iniciativas que retomam a ideia de viver naquela região. O Rio Memórias acredita que esse é um momento muito importante para refletir sobre a história desse território junto com o público visitante da CASACOR”.

