Renata Egreja | Galeria Lume

Com uma seleção de novas obras, que variam entre pinturas, aquarelas e cerâmicas, Egreja ocupa o espaço principal da galeria, convidando o visitante a mergulhar em cores e formas icônicas do seu universo.

 

Em sua nova mostra, Renata Egreja: uma crônica mole, a ser inaugurada quinta-feira, 30 de novembro, Renata Egreja apresenta sua segunda individual na Galeria Lume com obras inéditas que variam entre grandes telas, aquarelas e cerâmicas. Com curadoria de Mariana Leme, a mostra traz o universo de criação de Egreja em suas cores e formas, emblemáticas da artista, que encontra grande inspiração na natureza ao seu redor e concebe seu trabalho de maneira gestual, trazendo certa ordem ao caos.

 

O trabalho de Egreja opera uma orquestra de estímulos visuais. A artista adentra o caos de possibilidades e com a ponta do pincel ordena seus aparentemente pequenos, mas vastos, universos encontrados em suas obras. E, como todo universo, se apresenta de maneiras infinitas, ora sobre tela, ora sobre papel, ora em cerâmica, mas sempre transbordando a identidade Egreja da criação.

 

Como escreve Mariana Leme, curadora da exposição, “As crônicas moles materializadas por Egreja não são a fabulação de um ideal totalizante: trata-se da própria vida que acontece, instável, movediça. Que traz em si a potência da transformação, inclusive a de fazer apodrecer todos aqueles que imaginavam outros seres como ‘disponíveis’. Assim, os nutrientes espoliados se renovam, e podem germinar um sem-fim de sementes, bagos, terras, frutos e, por que não?, estórias.”

 

A exemplo da outra individual da artista no Estado, a exposição “Cores do Interior”, trata-se de um percurso que vai do prosaico ao filosófico em 27 obras, em duas mostras autônomas, mas complementares, em cartaz até janeiro de 2024, no FAMA Museu, em Itu, e no MARP, em Ribeirão Preto. Ao adentrar “Renata Egreja: uma crônica mole”, o visitante se encontra perambulando por cosmos dinâmicos e vívidos, conhecendo lugares e traçando caminhos novos por entre suas criações e, assim como a artista, “reescrever novas estórias, cheias de começos sem fim, de iniciações, de perdas, de transformações e traduções, e muito mais artimanhas do que conflitos, muito menos triunfos do que armadilhas e delírios”.

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