O artista Rafael Vicente, nascido em de Niterói, possui uma pesquisa artística bastante influenciada pela paisagem urbana, Rafael faz um uso notável das perspectivas e de uma paleta de cores que remete ao ambiente de grandes metrópoles. Suas pinturas se iniciam em telas e se expandem pelas pareces, invadindo o espaço expositivo. Rafael Vicente vive e trabalha entre Rio de Janeiro e São Paulo. É bacharel em Pintura pela Escola de Belas Artes da UFRJ, Rio de Janeiro e frequentou o curso de Análise e inserção na produção com Iole de Freitas EAV, Parque Lage, Rio de Janeiro.
Rafael Vicente tinha 18 anos quando abriu, no Centro Cultural Paschoal Carlos Magno, em Niterói, sua primeira exposição, não imaginava que viria a ganhar importantes prêmios e que suas obras chegariam a lugares como França, Portugal, Holanda e Moçambique. Talvez ele sequer imaginasse que completaria 28 anos de carreira. Pois tal marca foi alcançada este ano, e a celebração será num dos Museus mais importantes do Brasil, o MAC.
Serão cerca de 70 obras, todas inéditas, reunidas por ele numa exposição que leva o título Pontos de Fuga, a mostra, tem curadoria do Marcus Lontra e traz pinturas (óleos sobre tela na sua maioria) e uma instalação, que ocupará o salão principal do MAC.
Nesses 28 anos de carreira, o artista sempre sonhou em mostrar seu trabalho nessa magnifica obra de Oscar Niemeyer, Rafael possui muitas mostras, entre individuais e coletivas, sendo cinco delas internacionais. E isso tudo aos 46 anos.
Ele atualmente é representado pelas Galerias Paulo Darzé em Salvador, Galeria Referência em Brasília e Almacén Thebaldi no Rio de Janeiro.
Seu interesse pelas artes visuais se manifestou cedo, mais exatamente na casa onde passou a infância, em Icaraí, Niterói. Sua mãe, a artista plástica Maria das Graças Vicente, foi quem primeiro lhe apontou para aquela forma de expressão. E não tardaria para o que era um interesse vir a ser sua vocação. Sua formação deu-se em duas das mais importantes instituições dedicadas ao tema no Rio de Janeiro: A Escola de Belas Artes da UFRJ – onde veio a ser professor entre 2005 e 2007– e da Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV), onde foi aluno de Iole de Freitas (1945), entre outros grandes nomes das artes. Além da própria Iole, a paulista Suzi Coralli (1963) é uma importante referência na identidade artística de Rafael Vicente.
A formação acadêmica veio a legitimar uma vocação manifestada desde muito cedo. E que poderia ter ficado no passado se o artista não tivesse perseverado em seu ofício. Ofício com o qual pavimentou uma carreira respeitada. Prova disso são os prêmios a ele concedidos. Rafael Vicente foi o primeiro artista a ganhar, em 2003, o prêmio Novíssimos, concedido pelo Instituto Brasil-Estados Unidos (Ibeu). Da mesma instituição, ganharia no ano seguinte o Prêmio Ibeu de Artes Plásticas, agora reconhecido como artista. Outros prêmios importantes são o Maimeri Brasil e o Haineken – tendo este feito com que uma de suas telas — vista na ocasião no Museu da República, no Rio de Janeiro – chegasse ao Museu Haineken, na Holanda.
O artista também cumpriu residências em países como Paris ( Pave D´Orsay pela Art San´s Lab), Espanha (Casa Brasil de Madri, em 2002) e Moçambique, onde participou, em 2006, da Bienal Internacional realizada naquela capital, Maputo. E, em cada uma dessas mostras, sua produção teve a chancela dos mais importantes curadores do país. São nomes como o de Vanda Klabin, Fabiana de Moraes, Jorge Salomão e de Marcus Lontra. É de Lontra, aliás, uma das definições mais assertivas sobre o estilo de Rafael Vicente: “Trata-se de um artista com domínio dos seus meios expressivos e ao mesmo tempo inquieto e criativo, construindo, pedra a pedra, quadro a quadro, a sua obra, a sua verdade, a sua história”.
E é um pouco mais sobre esse artista, inquieto e criativo, que o público irá conhecer visitando sua nova mostra, no MAC em Niterói. Afinal, 28 anos de carreira não podem passar em branco. Não, em se tratando desse artista vibrante que é Rafael Vicente.

