Rafael Silveira | Farol Santander São Paulo

Expo de Rafael Silveira "Espuma Delirante" no Farol Santander

O Farol Santander São Paulo dá sequência em sua programação cultural e anuncia a abertura de uma das exposições mais aguardadas do calendário de 2022. A mostra Espuma Delirante de Rafael Silveira, com curadoria de Baixo Ribeiro (Choque Cultural), marca o retorno do artista paranaense a São Paulo com grande mostra individual no centro de cultura, empreendedorismo, lazer e gastronomia. Explorando técnicas que mesclam características de pinturas e esculturas clássicas com alta utilização tecnológica, Silveira leva ao Farol Santander uma série de pinturas-objeto, instalações, vídeo-mappings e esculturas inspiradas em seu conceito de sorvete derretido. A exposição será aberta ao público em 25 de março e permanece em cartaz até 07 de agosto.

A Espuma Delirante de Rafael Silveira é uma exposição que cada centímetro quadrado foi pensado para proporcionar aos visitantes uma experiência de múltiplos estímulos sensoriais. A exposição é formada por ambientes que se conectam, integrados por combinação de elementos que amplificam o impacto da imersão: iluminação, sonorização, imagens que se movem, esculturas derretidas, paredes animadas. Tudo isso forma, em seu conjunto, novos modos de viver uma exposição de arte.

Ao todo, são dezessete obras que fazem parte da mostra Espuma Delirante de Rafael Silveira: seis esculturas em fibra de vidro representando sorvetes derretendo; cinco video-mappings sobre quadros com molduras esculpidas em madeira; quatro video-walls que criam uma narrativa 360 graus, uma escultura interativa central e uma instalação de site specific no cofre que fica no hall de entrada do Farol Santander.

“É com muita alegria que o Farol Santander abre suas portas para receber a exposição Espuma delirante de Rafael Silveira. Essa alegria se espalha em toda a colorida, instigante e surpreendente sala expositiva. Aqui o visitante entrará em contato com pinturas que se mexem e parecem conversar com o expectador, com sorvetes que derretem sem se esparramar e paredes que nos chamam para uma fotografia. Essas e muitas outras surpresas foram pensadas e criadas por Rafael Silveira – artista inquieto que nos encanta com seu trabalho em exposições dentro e fora do Brasil.”; afirma Patricia Audi, vice-presidente do Santander Brasil.

Antes mesmo de entrar na galeria do 20º andar, um corredor gráfico recebe o público como uma provocação psicodélica. No primeiro ambiente, uma instalação com nove pinturas-objeto apresenta formas fragmentadas e abstratas espalhadas pelo chão e parede. Simulando um sorvete derretido, as obras são compostas por cores, luz negra e grafismos psicodélicos.

Na sequência do circuito pela mostra, os visitantes se deparam com um dos principais destaques da exposição. No centro da segunda sala expositiva, uma escultura de 6 metros revela um enorme sorvete derramado. Projeções em mapping e video-wall interagem com a escultura e completam a experiência no espaço, alternando momentos de excesso e introspecção.

O terceiro e último ambiente tem cinco video-mappings sobre quadros com molduras esculpidas em madeira. Essas estruturas recebem projeções que simulam pinturas com leves movimentos.

“Rafael Silveira é um artista múltiplo: na mesma pessoa convivem o antigo e o futurista, o artesanal e o digital, o tradicional e o transgressivo. A exposição Espuma Delirante de Rafael Silveira é um choque entre esses extremos e gera uma energia criativa que instiga pensamentos e estimula sensibilidades. Para Rafael Silveira, fazer arte é, antes de mais nada, inventar. Nada é tão sólido que não possa desmanchar-se no ar. Nesta mostra, o surrealismo dessa cena ganha contornos surpreendentemente reais.”; analisa Baixo Ribeiro, curador da exposição.

Os conceitos da mostra Espuma Delirante de Rafael Silveira

Ainda de acordo com o curador Baixo Ribeiro, existem cinco conceitos que se agregam e ajudam a decifrar as ideias e propostas deste inquieto artista nascido no Paraná, que já levou mais 90 mil pessoas ao Museu Oscar Niemeyer (Curitiba) e passou por diversos outros espaços e galerias de cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Londres, Nova Iorque e Milão.

1. Site specific: algumas salas da exposição foram projetadas especificamente para o 20º andar do Farol Santander e formam ambiências com a arte gráfica, dialogando com a arquitetura da galeria.

2. Arte imersiva: a exposição foi pensada como um todo indivisível, onde vídeo projeções interagem com esculturas e o público interage com o espaço. E ao entrar no ambiente expositivo, o público também passa a fazer parte da obra.

3. Light design: parte da atmosfera onírica da exposição é criada pela iluminação que é composta por refletores, pontos com luz negra e variadas formas de projeções.

4. Sound landscape: a sonorização do ambiente expositivo acompanha as diversas relações traçadas entre as obras e a trilha sonora criada especialmente para a mostra, em colaboração com o sound designer Marcel Dadalto.

5. Digital animation: o artista criou animações digitais que dão movimento às suas imagens produzidas com a tradicional técnica da pintura a óleo.

 

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