PROJETO COÉ | Instituto Odeon e Museu de Arte do Rio

FOTO: @callanga_agencia @amarelourca

Inaugurado em 2013 e um dos símbolos do projeto de renovação da região portuária, o Museu de Arte do Rio – MAR tem desenvolvido ações visando derrubar os muros simbólicos que historicamente separam as instituições culturais das manifestações artísticas criadas coletivamente nos espaços urbanos. Nesse movimento, o Instituto Odeon lança, em parceria com a Organização dos Estados Ibero-americanos – OEI, o Projeto COÉ, uma plataforma de comunicação para iniciativas socioculturais do território onde o MAR está inserido.

Em sua primeira edição, o COÉ contemplou quatro grupos do Morro da Providência: Rolé dos Favelados, Slam das Minas, Orquestra de Rua e Impacto das Cores. Cada um ganhou um portfólio audiovisual que será lançado em abril nas redes sociais do Instituto Odeon e do MAR. Além disso, um minidocumentário conduzido pela cantora Sandra de Sá compila informações sobre a trajetória e a formação de atuação dos contemplados, visando dar mais visibilidade ainda a eles.

O documentário será lançado no Youtube do Instituto Odeon e do MAR no dia 23 de abril e também conta com números musicais de Sandra de Sá, gravados no MAR em março, em um pocket show sem plateia por conta das restrições impostas pela pandemia da Covid 19. No repertório estão Olhos Coloridos, Pé de Meia e Demônio Colorido.

“Coé é uma gíria carioca muito comum entre jovens, uma contração de “qual é”, e busca uma relação dialógica e interativa que pressupõe interesse pelo outro. Pensando no MAR como um equipamento público situado em um território onde uma multiplicidade cultural de ações ocorre, o Projeto COÉ reforça o interesse do museu em ouvir, apoiar e ser atravessado por manifestações surgidas nas ruas, praças, esquinas e encruzilhadas da cidade”, explica o diretor-presidente do Instituto Odeon, Carlos Gradim, proponente do projeto junto à Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro e premiado pelo edital #RetomadaCulturalRJ, realizado com recursos da Leia Aldir Blanc.

Saiba mais sobre os grupos contemplados

Orquestra de Rua: Grupo formado por quatro jovens moradores de favelas da cidade do Rio de Janeiro, todos estudantes de Música em universidades públicas (UFRJ e UNIRIO), com o objetivo de democratizar o acesso à música erudita. A orquestra procura resgatar a tradição musical das periferias sob um enfoque inovador. Seu repertório privilegia ritmos como samba, funk, xote, baião, tango, pop rock e erudito. Os shows são realizados nas ruas, transportes públicos, hospitais, escolas públicas, asilos e em eventos privados. Em parceria com a Casa Amarela, os músicos dão aulas gratuitas para crianças da Providência.

Lançamento do vídeo COÉ apresenta Rolé dos Favelados: dia 14 de abril

Rolé dos Favelados: É um guiamento de militância pelo Rio de Janeiro e suas favelas. Em 2016 os ativistas Cosme Felippsen e Gizele Martins tiveram a ideia de fazer caminhadas pela cidade trabalhando temáticas como direitos humanos, direito à favela e direito à cidade. Desde então o Rolé tem acontecido toda semana em territórios como a Primeira Favela – Morro da Providência, Vila Autódromo, Rocinha, Maré, Morro do Alemão, Santa Marta, Zona Portuária – Pequena África & Herança Africana e Bairro da Paz em Salvador – Bahia. Somente na Providência já foram guiados mais de 7.000 mil pessoas.

Lançamento do vídeo COÉ apresenta Rolé dos Favelados: dia 17 de abril

Impacto das Cores: Projeto sustentável que tem como objetivo dar uma nova imagem às favelas do Brasil por meio da arte, transformando e ressignificando esses espaços com o protagonismo dos moradores. Em seus projetos promove o reaproveitamento de tintas descartadas indevidamente. Essas sobras são utilizadas na revitalização das casas e vielas do Morro da Providência, levando para a comunidade e crianças uma consciência ambiental a partir do reaproveitamento e informação sobre o descarte de lixo.

Lançamento do vídeo COÉ apresenta Impacto das Cores: dia 20 de abril

Slam das Minas: Coletivo poético formado em maio de 2017 que possui um saber multidisciplinar (corpo, voz e performance) na produção literária, em especial na poesia falada, que desenvolve projetos nas áreas de educação, cultura, sustentabilidade, arte, comunicação, dentre outros. É organizado por Débora Ambrósia, Gênesis, Tom Grito, Lian Tai, Andrea Bak, Moto Tai, Rejane Barcellos e DJ Bieta. O Slam das Minas RJ busca ser referência na área da literatura e das artes, seja como espaço de produção de poesias em uma perspectiva pedagógica, seja para a prática da pesquisa, atuação artística ou desenvolvimento de projetos sociais. O coletivo é independente e realiza eventos, oficinas e performances poéticas.

Lançamento do vídeo COÉ apresenta Slam das Minas: dia 21 de abril

Compartilhar: