De 24 de maio a 19 de julho, a Janaina Torres Galeria apresenta a coletiva Prata, papel, tesoura. A exposição reúne trabalhos de 16 artistas, de diferentes nacionalidades – brasileiros, austríaco e portuguesa -, entre representados pela galeria (Caio Pacela, Feco Hamburger, Kika Levy) e convidados (Alex Červený, Anônimo, Athos Bulcão, Bárbara Paz, João Zocchio, Julio Villani, Leda Catunda, Lourdes Castro, Luciana Maia Rosa, Marina Sheetikoff, Paola Junqueira, Peter Handke e Renata Siqueira Bueno).
Inspirada na lógica circular presente na brincadeira infantil, a exposição Prata, papel, tesoura propõe um novo jogo — sem vencedores, nem regras fixas. Aqui, a prata ocupa o lugar da pedra, e o rigor das disputas cede espaço ao fluxo livre da imaginação, do afeto, do diálogo e do fascínio pelo encontro.
Obedecendo o conceito da circularidade, as obras, em sua maioria inéditas, selecionadas pela artista, fotógrafa e curadora Renata Siqueira Bueno criam uma dança sutil e atemporal, conduzida pela memória, pela emoção e pelas associações espontâneas entre materiais e poéticas. O protagonismo, em termos de suporte, recai sobre o papel — seja em fotografia, colagem, gravura, monotipia ou desenho — como superfície sensível e plural, que acolhe gestos diversos e revela afinidades inesperadas. Entre os destaques, a série Voláteis , de Julio Villani, que estará posicionada no centro da exposição, assemelhando-se a um móbile, destacando o aspecto do movimento, ponto fundamental para os processos inter-relacionais.
A proposta é que as obras sustentem um campo aberto ao diálogo, onde emergem aproximações: formas, gestos e suportes se entrelaçam em ritmos próprios, traçando caminhos que escapam ao tempo linear e às categorias fixas. Para isso, a expografia, assinada por Roberto Siqueira Bueno, cria uma ambientação intimista, convidado à apreciação em um tempo dilatado, que permite a percepção do sutil.
Outro ponto de conexão entre as obras é a apresentação em pequenos formatos, conferindo o caráter de preciosidade, memória e afetividade, como é o caso do álbum de fotografias de cenas cotidianas, em preto e branco, datado do início do século XX e de autor anônimo.
Em última instância, a exposição convida o público para um experiência intimista, ao adentrar a esse campo do jogo a partir do afeto, onde o olhar não procura vencer, mas se conectar.
“A exposição propõe uma experiência despida de conceitos rígidos no tocante à fruição da arte contemporânea. O convite é para a apreciação da arte em um tempo mais dilatado, para assim adentrar esse universo mais intimista e observar o que eu chamo de “pequenos- grandes” formatos . Abrir esse tempo na correria da vida diária, para sentar, folhear, permitir-se esse tempo de fruição.A substância da mostra é o diálogo entre as obras (e suas materialidades), a partir da circularidade e do afeto, desaguando na possibilidade do novo e do mutável. A coletiva traz essa proposta de um olhar aberto, para que cada obra (assim como cada ser humano), constitua-se a partir da relação com o outro. Transformação, humanidade e preciosidade são aqui as palavras de ordem.” Complementa a galerista Janaina Torres.
ARTISTAS PARTICIPANTES:
Alex Červený
Anônimo
Athos Bulcão
Bárbara Paz
Caio Pacela (artista representado Janaina Torres Galeria)
Feco Hamburger (artista representado Janaina Torres Galeria)
João Zocchio
Julio Villani
Kika Levy (artista representada Janaina Torres Galeria)
Leda Catunda
Lourdes Castro
Luciana Maia Rosa
Marina Sheetikoff
Paola Junqueira
Peter Handke
Renata Siqueira Bueno

