PORTOS – Processos Orientados via Território e Ocupações Santistas | Sesc Santos

Vermelho,Paulo Climachauska

O Sesc Santos realiza a exposição PORTOS – Processos Orientados via Território e Ocupações Santistas, idealizada pela equipe técnica da programação da unidade, em parceria com a curadora Ilana Goldstein, antropóloga e professora da Universidade Federal de São Paulo, que já realizou curadoria de exposições como ‘Terra Paulista: História, Artes e Costumes’ (2005, SESC Pompeia) e ‘Jorge, Amado, universal’ (2012 Museu da Língua Portuguesa; Solar Unhão MAM/Bahia). A curadoria também contou com a colaboração de Cristine Takuá e Carlos Papá, curadores convidados da Aldeia do Rio Silveira.

A exposição inédita apresenta obras de 61 artistas (55 não-indígenas e 6 indígenas) do território da Baixada Santista, trazendo um panorama da arte contemporânea da região, com trabalhos de diferentes linguagens artísticas – como xilogravura, cerâmica, videoarte, desenho, arte indígena, arte naif, entre outras. O percurso é dividido em quatro núcleos: o primeiro, chamado e dedicado ao mar, à navegação e ao porto; o segundo e o terceiro, interligados, focados nas maneiras de habitar a terra, na paisagem natural e urbana; o quarto e último aludindo à diversidade étnica e social do território, aos diferentes sujeitos que aqui habitam e suas relações. Além de Santos, estão representadas as cidades de São Vicente, Guarujá, Praia Grande, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe e Cubatão, bem como seus territórios indígenas.

Um dos objetivos desse projeto foi dar visibilidade aos artistas da Baixada Santista, que contam com poucos espaços de visibilidade para artistas e coletivos de arte contemporânea do território. O segundo objetivo é discutir as relações entre produção artística e território, ou seja, de que maneira as diferentes formas expressivas são fruto de experiências ligadas à vida no litoral, nas cidades da Baixada, em meio à arquitetura histórica, à mata atlântica, aos modos de se relacionar específicos de suas populações. Um terceiro objetivo é questionar as hierarquizações no sistema da arte, que costuma separar a arte contemporânea “legítima”, profissional, valorizada pelo mercado, avalizada pela crítica, da arte popular, autodidata, e do artesanato, desprezado por seu caráter utilitário. Na verdade, as fronteiras entre essas categorias é móvel e questionável e a exposição propõe diálogos temáticos e formais entre trabalhos feitos por pintores amadores, artistas premiados, moradores de aldeias guarani, entre outros sujeitos.

Perequê, 2021, de Mauricio Adinolfi; Mar, 2021, de Izaura Campos (ao fundo) | FOTO: Bruna Quevedo

Artistas que integram a PORTOS

Alyson Montrezol; Ana Akaui; Augusto Pakko; Biga Appes; Carlos Papa; Chico Melo; Coletivo (a)gente; Cris Alonso; Eleonora Artysenk; Élida Andréia Escobar; Elisabeth Ruivo; Elizeu Werá Tukumbo da Silva; EVORA Coletivo; Fabiano Ignácio; Fabiola Notari; Fabrício Lopez; Fred Casagrande; Fulvia Rodrigues; Gaio; Geandré; Gilda Martins de Figueiredo; Ildefonso Torres Filho; Ivy Freitas; Izaura Campos; Jhoni Morgado; José Maria da Costa Villar; Joyce Farias; Juliana do Espírito Santo e Lelê Lótus; Kátia Miyahira; Kelly Alonso Braga; Laércio Alves; Lidia Malynowskyj; Lucia Quintiliano; Ludemar Victor; Luiz Marq’s; Mai-Britt Wolthers; Márcia Santtos; Marcos Piffer; Marcus Cabaleiro; Mari Lucio; Maria Inês Veríssimo; Marina Guzzo; Maurício Adinolfi; Maurício Ianês; Nenê Surreal; Paulo Climachauska; Paulo von Poser; Rachel Midori; Raphaella Gomez; Renata Salgado; Roberta Lima; Rodrigo Munhoz a.k.a Amor Experimental; Sr. Domingos; Thiago Verá Benites da Silva; Tomzé Scala; Tubarão Dulixo; Ubiraci Gomes; Uwerá Nimangá Dju Gomes; Wadson Silva; Wilis Graffiti; Wilson Santos

Fred Casagrande, Sem Título

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