Plinio Toledo Piza | Espaço Arte, Cultura & Design

O ar de sons de pássaros, do gado e do estalar do milho maturado: os aromas de terra e café entram pelas janelas, a paisagem um mar de montanhas. Foi nesse lugar que o artista plástico Plinio Toledo Piza reuniu seus pinceis, telas e talento para construir um artista, onde as manhãs tardias, a névoa e chuva ou a brisa do sul produzem um tremular no encontro do céu como o limiar da Mantiqueira. A linha doce modula os movimentos naquele vale, para dar tempo do visível de tornar arte.

No final dos sessenta Baravelli foi a Ubatuba mas não olhou para o mar. Assim como cézanne olhou a montanha, o desafio a ser vencido e deixou às margens do Parahyba a semente para que Plinio visse as bordas entre o céu e a terra, a luz e a sombra , as nuances dos campos. Sua paleta percorreu as manchas suaves que os pequenos recantos do mundo guardam em si, à espera de se transformarem em pintura.

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