Pierre Verger | Instituto Tomie Ohtake

Pierre Fatumbi Verger Candomblé Joãozinho Da Gomea, Salvador, Brasil, 1946 © Fundação Pierre Verger

Em parceria realizada entre o Instituto Tomie Ohtake, a Fundação Pierre Verger, a Fundação Bienal de São Paulo e, como parte da rede da 34º Bienal de São Paulo, Pierre Verger: Percursos e Memórias, com curadoria de Priscyla Gomes, curadora do Instituto Tomie Ohtake e Alex Baradel, curador da Fundação Pierre Verger, dedica-se a expor as diferentes documentações da trajetória do fotógrafo, durante suas principais viagens.

Por se tratar de um recorte e material inéditos, a dupla de curadores traz novas leituras à produção desse fotógrafo expoente. Com base numa imersão em seus arquivos, anotações, registros e escritos, a mostra é a primeira a apresentar Pierre Verger como fotógrafo, pesquisador, etnógrafo e líder religioso. Além de imagens inéditas ou raramente mostradas, visando contextualizar sua produção e relacionando aspectos da vida pessoal do fotógrafo ao contexto histórico a que pertenceu, a mostra trará seus cadernos de viagens, publicações e periódicos nacionais e internacionais, cartas e textos inéditos, negativos e estudos de ampliações, bem como um documentário icônico coproduzido pelo fotógrafo e etnógrafo, totalizando mais de 300 itens em exposição.

Fotógrafo por excelência, Pierre Verger aprendeu o ofício da fotografia aos 30 anos e, ao longo da carreira, a dedicação e minúcia no conhecimento de povos e culturas que lhe interessavam foi tamanha que se alçou à condição de antropólogo e etnógrafo. Iniciou sua obra em 1932, quando decidiu unir a expertise que havia adquirido na fotografia com sua vontade de viajar para conhecer e registrar outras pessoas e lugares; partiu levando como única bagagem uma máquina fotográfica Rolleiflex.

A articulação entre imagem, escritos e uma extensa pesquisa resultou em um panorama vasto, desconhecido do público que, recorrentemente, se aproxima de Verger por intermédio de suas fotografias mais icônicas. Entre 1932 e 1970, foram décadas de viagens ao redor do mundo, passando pela Europa, Ásia, América e Oceania.

Os núcleos pelos quais se divide a exposição propõem-se a contar as diferentes viagens de Verger, utilizando esses percursos para narrar como o artista tornou-se pioneiro em muitas de suas abordagens sobre fotografia, no registro e investigação dos locais aos quais visitava e na sua forma de estabelecer diálogo com as diferentes populações. Cabe especial destaque, o ano de 1946, que marca sua chegada ao Brasil, um trajeto que resultaria numa longa permanência e na descoberta de um universo que mudaria em definitivo sua vida. Sua chegada deu início à sua pesquisa afro-americanista e africanista, que propiciou importantes desdobramentos na sua trajetória. Verger passou a registrar também por escritos as informações coletadas em suas viagens entre o Brasil e a África. É nesse universo que o fotógrafo e etnógrafo concentrou seus estudos, dedicando décadas de sua vida às culturas iorubá e fon, além de suas diásporas religiosas.

Pierre Fatumbi Verger, Feira de Santana, Brasil, anos 50 ©Fundação Pierre Verger

Programação: Pierre Verger: Percursos e Memórias

O programa educativo conta com apoio do Consulado Geral da França em São Paulo.

Live de lançamento do livro Fluxo e Refluxo |Companhia das Letras
26 de agosto às 19h, quinta-feira – por meio do Youtube do Instituto Tomie Ohtake

Lançamento da reedição do livro Fluxos e refluxos, de autoria de Pierre Verger, que contará com a presença da antropóloga Lilia Schwarcz, do jurista, historiador e diplomata Rubens Ricupero, da curadora Priscyla Gomes e de Angela Luhning, Diretora da Fundação Pierre Verger, que juntas irão receber pesquisadores convidados a falar da relevância do livro para diferentes áreas do conhecimento.

Experimentações dentro de casa – Revivendo Culturas
Dias 14 de agosto, sábado, às 11h e 21 de outubro, quinta-feira, às 14h
Ao longo de toda exposição o público poderá participar, ainda, de visitas, bate-papos coordenadas pela equipe de educadores do Instituto Tomie Ohtake, como as Experimentações dentro de casa – voltada para a realização de experimentações artísticas, culturais, sensoriais e arquitetônicas a partir de elementos que podem ser encontrados na sua própria casa.
Indicadas para maiores de 10 anos. Capacidade: até 20 pessoas
Inscrições pelo link: https://forms.gle/YDwBKW8pApUVinmSA
Também realizamos agendamento para grupos, durante todo período da exposição
Mais informações pelo e-mail: participacao@institutotomieohtake.org.br

Conversas on-line sobre a exposição
Terças-feiras às 19h, (dois encontros: 31 de agosto e 26 de outubro)
Conversas on-line sobre a exposição, que são bate-papos em torno das obras e pesquisa curatorial, para grupos de até 20 pessoas, e acompanhar, nas redes sociais do Instituto, as experimentações on-line, que são textos e reflexões sobre as exposições, compartilhados nos stories do Instagram
Indicadas para maiores de 15 anos. Capacidade: até 20 pessoas
Inscrições pelo link: https://forms.gle/cv9jvLW24asFUFtG9
Também realizamos agendamento para grupos, durante todo período da exposição
Mais informações pelo e-mail: participacao@institutotomieohtake.org.br

Podcast Amplitudes – Fotografia e religiões de matriz africana
Lançado sempre na primeira segunda-feira de cada mês, o podcast do Instituto Tomie Ohtake Amplitudes receberá convidados que serão entrevistados pelo educador Pedro Costa, em conversa sobre as relações entre fotografia e religiões de matriz africana.
Lançamento dia 6 de setembro
Disponível nas plataformas de streaming

Publicação Educativa digital acessível
Lançamento 16 de setembro
Publicação on-line, concebida com professoras e professores de diferentes disciplinas e voltada para educadores das redes pública e privada de ensino, agentes comunitários, assistentes sociais, entre outros, será lançada no mês de setembro, visando as reverberações dos temas debatidos na exposição, nas práticas educacionais.

Curso A dimensão do retrato sob uma perspectiva decolonial
Dias 20 e 27 de outubro e 3 de novembro, das 19h – 21h
Público: Público geral. 40 vagas
Os encontros serão semanais, com duração de 2h cada, realizados pela plataforma Zoom.
O curso relaciona a obra de Pierre Verger com a do artista paraense Luiz Braga, que também estará com exposição em cartaz no Instituto Tomie Ohtake.

Pierre Fatumbi Verger Candomblé Cosme, Salvador, Brasil, 1946 – 1953 ©Fundação Pierre Verger

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