Paula Costa | EMCB

Seja por meio de uma coleção de roupas, campanha, ou de uma instalação artística, Paula Costa entendeu que sua vocação é contar histórias. Dedicada a criar obras com matéria orgânica, que inspiram uma reflexão sobre a passagem do tempo, a vida e a morte, ela se auto define uma artista que se expressa de várias formas. A condição é que se apaixone pela causa.
Formada em Comunicação e com uma carreira bem-sucedida na moda, Paula encontrou na beleza da finitude uma maneira de se relacionar com sua própria história, já que perdeu os pais ainda jovem. Usando quase sempre frutas, verduras, flores e plantas, suas obras secam e apodrecem. São transformadas e finalizadas não por ela própria, mas pela ação inevitável do tempo, dia após dia.
Seu processo é um contínuo exercício de humildade e desapego às horas dedicadas à preparação de cada instalação, bordado ou imagem. Diferente de um quadro de galeria ou instalação num museu, sua arte não foi feita para durar. Possui e assume vida útil como o esqueleto de seu propósito. A fotografia, no entanto, tem o dom de congelá-la no tempo.
Paula também faz obras com plásticos que separam pessoas de sensações e bordados que resignificam flores secas. Ela produz ainda colagens de imagens desconexas com a intenção de afirmar desejos concretos.
 

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