OCUPA/IA Julho | Instituto de Arte Contemporânea de Ouro Preto

Efe Godoy, 2020 | Diulia Fialho

Quem acompanhou as redes sociais e canais virtuais do ia – Instituto de Arte Contemporânea de Ouro Preto nas últimas semanas teve a oportunidade de conferir obras e processos de artistas selecionados para programa de mostras virtuais Ocupa/ia. Na segunda etapa do projeto, a partir de 12 de julho, os próximos três artistas, que participaram do Programa de Residência IAÍ, vão ocupar as redes (Facebook e Instagram) do Instituto.

De 12 a 16 de julho quem se apresenta é Efe Godoy, artista visual míope, transvestigenero que pesquisa hibridismo em suas variadas linguagens (vídeo, desenho, performance) com ênfase em recortes de memórias da infância e fabulações espontâneas.

Para ela, a experiência de participar de uma ocupação e residência durante um período pandêmico é uma forma de deixar viva a força de pesquisa e criação dentro do ateliê e da vida de cada pessoa artista. “Não podemos desistir de criar poesia para o mundo, principalmente poesia crítica. Foi bem mágico ter todos os acompanhamentos e encontros proporcionados pelo ia. Artista precisa de residência!”, completa.

Na semana seguinte, de 19 a 23 de julho, quem toma conta das redes é a artista Massuelen Cristina. A artista destaca que experiências como o Ocupa/ia faz com que as pessoas repensem algumas questões em relação à arte e se adaptem a novas formas de consumir arte. Ela está desenvolvendo uma série de fotos e vídeo-performance que traz questionamentos sobre a corporeidade preta em relação ao sincretismo religioso e a Umbanda.

Massuelen Cristina| FOTO Divulgação

“É de grande relevância pela visibilidade, pelas possibilidades que as redes sociais permitem se apresentar enquanto artista. Participar desse projeto é muito importante pra mim, pelas portas abertas que o IA sempre deixa, pela maneira como a instituição abraça as nossas criações e quer fazer diferente na construção da arte contemporânea. É uma maneira de dar voz aos artistas e mostrar o que estamos fazendo e pensando sobre arte, principalmente nesse momento pandêmico”, ressalta.

Para finalizar a programação do mês, a artista visual e pesquisadora Bárbara Mol apresenta sua arte entre 26 e 30 de julho. A proposta “a torto e direito” – sobre o direito ao tortuoso como forma entre os imaginários do barroco, do cerrado e de outras vias em Ouro Preto, pretende criar uma narrativa iconográfica do tortuoso.

Durante a ocupação online do IA, a pesquisa artística vai coletar e recriar formas e objetos estéticos tomados do meio barroco patrimonial, do urbano-periférico e cerrado de Ouro Preto. A ideia é que se faça ver a questão plástica e formal do tortuoso, enquanto elemento estético ainda vivo, sendo uma reabertura crítica as imagens da história, da cidade e do tempo.

https://www.instagram.com/iaouropreto/

https://www.facebook.com/iaouropreto

etre vulcano negro, Barbara Mol

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