O Real Resiste | Livro de Artista | Mul.ti.plo

Depois de circular pelas ruas do Rio, O REAL RESISTE ganha registro em livro. A publicação reúne os 30 cartazes do tipo “lambe-lambe” criados por artistas de diferentes linguagens, poéticas e de distintas áreas da cidade, concebidos para uma intervenção urbana realizada em agosto de 2020. A publicação será lançada na Mul.ti.plo Espaço Arteno Leblon, nos dias 20 e 21 de julho, das 12h as 18h. A ação faz parte da mostra de mesmo nome em cartaz na galeria até 30 de julho.

Com 48 páginas, o livro de artista foi produzido a partir de um processo misto de impressão gráfica: as capas foram impressas em litografia e, o miolo, em risografia. Estão lá os trabalhos de Ana Calzavara, Carlito CarvalhosaChelpa Ferro, Josiane Santana, Leo Gandelman, Marcelo Macedo, Marina Wisnik, Omar Britto, Saulo Nicolai, entre outros. O texto crítico é Felipe Scovino e o texto de apresentação é da arquiteta e urbanista Manuela Müller, uma das idealizadoras do projeto ao lado de Maneco Müller, sócio da Mul.ti.plo. A tiragem é de 300 exemplares, com valor de venda de R$ 76.

O REAL RESISTE foi inspirado em uma música de mesmo nome de Arnaldo Antunes, que participou da ação dos lambe-lambes, em agosto de 2020. Depois, o projeto seguiu por meio da dança. Em novembro, cinco grupos formados por 50 bailarinos e coreógrafos cariocas realizaram intervenções em espaços públicos da cidade – Rocinha, Méier, Brás de Pina, Cinelândia e Praça Mauá –, numa reflexão sobre o confinamento do corpo. Tanto a música como as coreografias foram criadas exclusivamente para a ação. Filmado, o ato depois virou um trabalho de videoarte, que foi lançado em janeiro deste ano.

Em 22 de abril, os cartazes elaborados para a primeira intervenção urbana foram expostos na Galeria Mul.ti.plo. Na mostra, em cartaz até 30 de julho, os trabalhos ganharam forma de gravuras, de 33 cm X 48 cm, impressas em litografia e em papel Hahnemuhle, em edições numeradas de 12 exemplares. “Os lambe-lambes que habitaram momentaneamente os muros da cidade e sofreram as ações do tempo e da exposição nas ruas perpetuam-se em novo formato. Do grito ao registro, mantendo a potência do gesto”, diz Maneco Müller.

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