Após 12 anos de funcionamento, a OMA Galeria anuncia a inauguração de sua nova sede na cidade de São Paulo . O endereço escolhido fica na Vila Mariana (Rua França Pinto, 1100), região estratégica do circuito cultural da cidade, próximo ao Museu de Arte Contemporânea da USP (MAC-USP), ao Pavilhão da Bienal, ao Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP) e ao Sesc Vila Mariana.
A nova unidade, situada no térreo do Edifício Sintonia, conta com um amplo espaço expositivo, distribuído em 150m² de galeria e uma fachada envidraçada que permite a entrada parcial da luz natural. “Até hoje a OMA se abrigou em casas, que apesar de aconchegantes, eram muito recortadas. A nova galeria tem um ambiente amplo, permitindo diversas possibilidades nas exposições e maior liberdade para os artistas e curadores, o que já era uma demanda interna”, diz o galerista Thomaz Pacheco.
A inauguração do novo espaço será marcada pela exposição O ordinário extraordinário cotidiano, que apresenta cerca de 30 pinturas inéditas em tinta a óleo e acrílica dos artistas Carla Duncan e Luiz Pasqualini. Com texto de Ana Carla Soler, a mostra propõe um novo olhar sobre a vida nas cidades, destacando o potencial poético e simbólico de cenas aparentemente corriqueiras. Partindo de seu próprio território, cada artista traz abordagens singulares sobre o cotidiano.
Natural de Belém do Pará, Carla Duncan, de 32 anos, concentra seu olhar na vivacidade da paisagem humana e comercial das cidades amazônicas. Seus trabalhos retratam a rotina de mercados, feiras e portos da região, com ênfase na efervescência do Ver-o-Peso, um dos símbolos da capital paraense. Através de cores vibrantes e pinceladas expressivas, a artista revela não apenas a dinamicidade desses espaços, mas também sua importância para a resistência cultural paraense frente às tentativas de higienização e gentrificação promovidas pelo turismo.
Luiz Pasqualini, de 39 anos, por sua vez, volta-se para o cotidiano dos bares e botequins da região do Grande ABC Paulista, onde nasceu e vive até hoje. Frequentando esses espaços de forma solitária, o artista se coloca na posição de observador, retratando gestos fugazes, personagens solitários e encontros triviais, em composições que não se pretendem realistas, mas prezam pelo afeto e pela expressividade. Suas pinturas despertam no espectador o desejo de inventar histórias para os personagens que retrata.
Além de exposições, o novo espaço da OMA também abrigará outras iniciativas culturais, como o Edital de Curadoria, que seleciona exposições de curadores emergentes e viabiliza sua realização, e marca uma nova fase de expansão, tanto no Brasil quanto no exterior. Em março, a OMA participou da SPARK Art Fair Vienna, na Áustria, e agora em abril levará seus artistas para a EXPO Chicago, nos Estados Unidos, reforçando seu processo de internacionalização e sua atuação no circuito global da arte contemporânea.

