O Jardim | Casa Roberto Marinho

Poéticas diferentes se encontram na coletiva ‘O Jardim’, a ser inaugurada na Casa Roberto Marinho em 5 de dezembro de 2019, às 19h. Com projeto original de Roberto Burle Marx (1909-1994), os jardins da propriedade inspiram a temática que norteia a exposição. À convite do diretor do instituto, Lauro Cavalcanti, 11 artistas contemporâneos criaram múltiplos alinhados pela diversidade de suas linguagens: Angelo Venosa, Beatriz Milhazes, Carlito Carvalhosa, Hilal Sami Hilal, Iole de Freitas, Luciano Figueiredo, Maria Bonomi, Paulo Climachauska, Regina Silveira, Suzana Queiroga e Vania Mignone.

O projeto definitivo do jardim do Cosme Velho é de Roberto Burle Marx, numa das primeiras obras em terrenos particulares de sua autoria. A área verde, situada em franja da Floresta da Tijuca, funciona como transição da mata, sem pretensão de submetê-la a um ordenamento rígido. “É um jardim para ser vivenciado e não apenas olhado como ornamento. O paisagista usou ali espécies nativas que, até então, eram relegadas aos quintais nos fundos das residências. A casa do Cosme Velho é, nesse sentido, um exemplo precoce e bem sucedido do paisagismo tropical”, avalia Cavalcanti.

Em “O Jardim”, o público encontrará xilogravuras, objetos e serigrafias individualmente interferidas. A curadoria optou por incluir também as matrizes e registros dos processos de cada artista, revelando suas práticas no ateliê. “É um mergulho nos jardins concretos e imaginários de cada um”, comenta o diretor da Casa Roberto Marinho.

Os múltiplos, além de qualidade artística intrínseca, trazem o interesse das concepções específicas de cada artista sobre o tema jardim: lugar de memória, afirmação do homem sobre a natureza, referências literárias, local da infância, de afetos ou das representações da arte ao longo dos tempos.

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