Novas Exposições – FAMA Museu e Campo

O FAMA Museu e Campo – Fábrica de Arte Marcos Amaro anuncia a retomada das atividades presenciais a partir de 14 de novembro. A reabertura do espaço físico segue orientações da Prefeitura de Itu, além de medidas de proteção estabelecidas pela OMS e órgãos brasileiros de Saúde Pública. O uso de máscaras no espaço será obrigatório
Os ingressos serão disponibilizados no site do Museu ( famamuseu.org/ ) e visitas acontecem mediante hora marcada. Em caso de impossibilidade da realização do agendamento online, o visitante poderá fazê-lo presencialmente, considerando a capacidade máxima permitida. O ingresso para visitação ao FAMA Museu é gratuito, salvo a atual exposição Estudos e Anotações, de Tarsila do Amaral, cujo valor é de R﹩ 10,00 a inteira, R﹩ 5,00 a meia para estudantes, professores, educadores e moradores de Itu e gratuidade para menores de 10 anos e maiores de 60 com comprovante, pessoas com deficiência intelectual, sensórias, motoras e autistas com acompanhantes, museólogos registrados no COREM e membros ICOM Brasil.

PROGRAMAÇÃO

Com curadoria de Aracy Amaral e Regina Teixeira de Barros, a exposição reúne 203 obras que estavam guardadas por mais de cinco décadas da vista do público. São desenhos raros, esboços e estudos que ajudavam na formação de seu pensamento artístico e, por vezes, serviam de base para sua obra pictórica, vertente mais conhecida e pela qual é aclamada.
Ao chegarem ao acervo do FAMA, com danos ocasionados pelo tempo e pela falta de cuidados museológicos, as obras foram submetidas a um minucioso processo de restauração.
Produzidas entre 1910 e 1940, as obras registram as várias fases da artista e apresentam temas recorrentes em sua linguagem, como as vistas de viagens que ela fez pelo Brasil afora, desde as bucólicas cidades históricas mineiras, até suas andanças pela Europa e passagem pelo deserto do Egito. “O conjunto nos comunica não só as diversas fases do trabalho de Tarsila, mas também as inúmeras atividades às quais estão relacionados seus desenhos: estudos, academias, esboços de futuras obras, paisagens urbanas ou rurais, registros de viagens, projetos de figurinos para balé, esboços de ilustrações para livros, cenas interioranas pós-década de 1940”, explica Aracy Amaral.

Na ocasião da abertura da exposição, será lançado o livro Tarsila do Amaral – Estudos e Anotações, pela editora WMF Martins Fontes. Ao longo de 256 páginas, a publicação reúne mais de 200 desenhos raros da artista, realizados durante suas viagens, que sinalizam a formação de seu pensamento pictórico. O livro poderá ser adquirido por R﹩ 120,00 na loja do FAMA Museu e Campo.

ONTOLOGIAS – mostra coletiva com Cabral, André Albuquerque (Kandro) e Marcos Amaro

A ciência do ser, uma parte da metafísica que trata da natureza, da realidade e existência dos seres. A ontologia é o estudo do “ser enquanto ser”, algo que o filósofo alemão Martin Heidegger denominava como “aquilo que torna possível as múltiplas existências”. A partir destas reflexões, os artistas Cabral, Kandro e Marcos Amaro trazem ao público esculturas, pinturas e desenhos que compõem a exposição Ontologias .
A proposta de Ontologias vai além de uma exposição, a ideia é, a longo prazo, ser um grupo de reflexão entre artistas diversos. Nesta primeira edição, Marcos Amaro convidou dois artistas cujas pesquisas dialogam com a sua. Juntos, Amaro, Cabral e Kandro abrem a intimidade de seus processos artísticos e trazem suas reflexões sobre a existência. Eles se voltam para dentro e retratam na matéria suas emoções. Mostram ao espectador suas maneiras de agir e os motivos que sustentam seus trabalhos.

REJEITO – Marcelo Moscheta

Marcelo Moscheta, vencedor do edital FAMA Museu e Campo da 15ª SP-Arte, apresenta a exposição Rejeito, que traz instalação homônima inédita, realizada a partir de uma residência no espaço do museu. Durante dois meses, o artista contou com a ajuda de uma equipe para pesquisar sobre as folhas e galhos recolhidos das árvores do museu, que se transformaram em moldes para então serem cozidos em cerâmica. A obra, como seu título sugere, faz ainda uma alusão direta às tragédias ambientais de Brumadinho e Mariana, que deixaram rastros sedimentados e não devem ser esquecidos. Em Rejeito, o artista está no limite da temporalidade, e reflete sobre o ciclo da vida e sua impermanência.
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