Narrativas em Processo: Livros de Artista na Coleção Itaú Cultural | MAMAM

Artur Barrio, livro, Acervo Banco Itau.

A exposição Narrativas em Processo: Livros de Artista na Coleção Itaú Cultural, com curadoria de Felipe Scovino e projeto expográfico de Marcus Vinícius Santos, itinera pelo Recife, no Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (MAMAM). De 17 de outubro a 19 de janeiro apresenta 46 das 125 obras deste acervo, em um percurso de 84 anos de história da confecção de livros de artista, em diversos formatos, na transição entre moderno e o contemporâneo, e revelam como a participação e a invenção artística traçam fronteiras com a literatura e o design.

A mostra sofreu mudanças na escolha e recorte das obras e seções. Com exceção da obra do argentino Jorge Macchi, a exposição se concentra nos artistas brasileiros da coleção de livros de artista do Itaú Cultural e na transição entre o moderno e o contemporâneo, especialmente o momento em que o formato do livro cria novas fronteiras no seu formato conceitual, expandindo o lugar da palavra para além da página. Toda a exposição se desdobra em cinco núcleos: Rasuras, Paisagens, Álbuns de Gravura, Uma escrita em Branco e Livros-objetos. Rasuras apresenta livros que, ao receber intervenção plástica, têm a sua função semântica ampliada. As obras não respeitam o jogo de uma narrativa linear, a escrita não precisa ser compreendida e o que importa é a mensagem final, que tem até um certo grau de violência e gestualidade. Em Balada (1995), de Nuno Ramos, o livro espesso e de capa dura não contém palavras, mas sim uma perfuração profunda à bala, transpassando-o brutalmente do começo ao fim, servindo como o único signo de leitura.

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