Molduras e Portais | Casa Jacarepaguá

Objeto carregado de simbolismo e história, a moldura ganha protagonismo na exposição coletiva exibida pela galeria Casa Jacarepaguá. Em cartaz a partir de 6 de novembro, Molduras e Portais reúne pinturas e esculturas inéditas de Ciro Schu, Derlon, Gen Duarte, Taly Cohen, Ozi e Senk.

Os artistas receberam molduras datadas de 1940 a 1960 e, num processo inverso, foram convidados a criar a partir delas. “Aqui, a moldura transcende para além de acomodar a obra de arte. Não mais escolhida como complemento da arte, mas, ao contrário, desta vez a arte se subjuga e foi criada a partir da moldura”, explica José Brazuna, diretor da galeria e curador da exposição.

Ciro Schu, artista que começou pintando nas ruas nos anos 1990, atualmente dá vida a pinturas ora abstratas ora figurativas, nas quais mistura símbolos e grafias inspiradas nos povos originários das Américas..

Conhecido pelos desenhos de traços fortes que remetem à xilogravura, o artista recifense Derlon leva às molduras pinturas que fazem referência à cultura nordestina.

Assíduo no circuito da arte urbana desde 1998, o artista Gen Duarte, nascido na Paraíba e criado em São Paulo, tem na capital paulista uma fonte profícua de inspiração. Na coletiva, ele exibe sua série mais recente, Plantas que protegem e curam, pinturas criadas a partir de suas reflexões sobre o protagonismo que as plantas exercem nas mais diversas religiões.

Taly Cohen traz a série Janelas de Quarentena, composta por assemblages nas quais reflete sobre o impacto da pandemia nas grandes metrópoles, e busca humanizar e reinventar a realidade por meio da arte.

Ozi, um dos pioneiros da arte urbana no Brasil, em atividade desde 1985 até os dias atuais, com 63 anos, leva às molduras sua habitual técnica de stêncil, que usa ao longo dos últimos 35 anos para criar figuras que vão do pop a imagens de santos, e provocar, ironizar sobre temas como religião, sexo, violência, política, entre outros.

Já o artista paulistano e com raízes mineiras, Fabiano Senk, ou apenas Senk, como prefere ser chamado, artista paulistano com raízes mineiras, traz às molduras pinturas com referência ao movimento surrealista, com personagens de formas exageradas.

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