No dia 5 de novembro, a exposição Moderna para Sempre – Fotografia Modernista Brasileira na Coleção Itaú Cultural é inaugurada na Galeria Gabinete, no Parque Cultural Casa do Governador, em Vila Velha. Depois de apresentada em Vitória, a mostra volta ao Espírito Santo, chegando agora a Vila Velha com um novo recorte desta coleção feito por Iatã Cannabrava, curador de fotografia e pesquisador. Ela reúne 43 obras de 14 artistas renomados, com foco em suas participações no Foto Cine Clube Bandeirante, em particular, e na importância no movimento modernista para a cultura e identidade brasileiras.
Sempre com curadoria de Cannabrava, Moderna para Sempre passou por diferentes cidades do Brasil e do exterior, com diferentes recortes. Começou em 2010 pelo Museu de Arte do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. Seguiu para Belém, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Recife, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro, Santos e novamente Porto Alegre, além de Vitória, e agora Vila Velha. Em São Paulo, foi apresentada no próprio IC, em 2014 com o conjunto completo de 115 imagens de 26 artistas. No exterior, esteve em Assunção, no Paraguai; Cidade do México, no México; Lima, no Peru; Buenos Aires, na Argentina; em Montevideo, no Uruguai; e em Santiago, no Chile.
A EXPOSIÇÃO
Nesta nova itinerância, Moderna para Sempre apresenta obras dos fotógrafos modernistas Ademar Manarini, Eduardo Enfeldt, Eduardo Salvatore, Gaspar Gasparian, Georges Radó, Geraldo de Barros, German Lorca, Gunter E. G. Schroeder, João Bizarro da Nave Filho, José Yalenti, Lucilio Correa Leite Júnior, Osmar Peçanha, Paulo Pires e Rubens Teixeira Scavone. Uma equipe de educadores do Itaú Cultural irá a Vila Velha para formar educadores locais sobre as obras e aos artistas expostas, para conduzirem visitas mediadas com o público.
“Atentos às transformações que ocorriam no mundo, os fotógrafos modernistas brasileiros devoraram influências para criar uma nova fotografia, que teve como premissa uma leitura essencialmente criativa e de ruptura”, explica o curador.
Assim, um dos destaques da mostra é a obra Formas (1950), de Eduardo Salvatore, nome importante no cenário fotoclubista sendo um dos fundadores do Foto Cine Clube Bandeirante, em 1939, em São Paulo. Outros nomes importantes do período que estão presentes na mostra são Eduardo Enfeldt, com a fotografia Escada Branca (1957), assim como Lucilio Correa Leite Júnior, com Sinfonia Fluorescente (1960), e Sem Título (1966), do português João Bizarro da Nave Filho.
Outro destaque é o conjunto de 13 fotografias de José Yalenti: nove são obras de 1950, além de Energia (1945), Fonte 9 de Julho (1952), e Exaustor e Arquitetura nº7, ambas de 1957. Geraldo de Barros, por sua vez, tem o seu trabalho presente na exposição com Autorretrato, da série Edition Museé de l´Elysé Lausanne (Suíça, 1949), e outras cinco fotografias da série Fotoformas. Também é seis o número de obras que integra o grupo de fotos de German Lorca na exposição. Ainda dos anos 1950, estão presentes Chuva na Vidraça, de 1952, e Curvas Concêntricas e Curvas Cruzadas, ambas de 1955, que se unem a Folhagens, de 1960, e Catedral Aparecida e Pernas, de 10 anos depois.
Integram a mostra, ainda, obras dos fotógrafos Osmar Peçanha e Ademar Manarini. Do primeiro, há Palmas (1951), Equilíbrio (1960) e Linhas (1993), e do segundo, apenas uma, Sem título (1954), que retrata o abstrato-geométrico do autor.
Juntam-se a elas, duas fotografias de Rubens Teixeira Scavone, ambas de 1950, uma de Gaspar Gasparian de 1954, um trabalho do ano de 1960 de Georges Radó, e outros dois de 1970, de Gunter E.G. Schroeder. Quem arremata o recorte em Vila Velha são as obras Páteo de Manobras (1961), Estrutura-Catedral (1954), Luz da Cerâmica (1963) e Sinfonia Industrial (1975), de Paulo Pires.


