Miguel Boyayan | Espaço M8 de Artes

O Espaço M8 de Artes apresenta a mostra fotográfica “A Própria Sombra”, do fotógrafo argentino Miguel Boyayan.
Com uma técnica totalmente experimental e inovadora, Miguel Boyayan reproduz uma espécie de câmara escura, como antigamente. Com apenas um furo na tampa da máquina e uma lente de aumento, ele faz fotos em longa exposição. O resultado é surpreendente: é como uma pintura em aquarela ou como ele costuma dizer “a lente dos sonhos”.
Na mostra “A Própria Sombra”, mais do que as fotos experimentais, Boyayan apresenta um pouco de tudo que carrega em si. E é o que nossa sombra simboliza, de certa forma. Diversos caminhos percorridos, diversas estradas, diversos experimentos. Toda a bagagem adquirida em mais de 30 anos de profissão.
O fotógrafo já trabalhou para alguns dos principais meios de comunicação do país, como as editoras Abril e Globo, as revistas Pesquisa Fapesp, Galileu Galilei, Caros Amigos, entre outras.
Argentino, da cidade de Córdoba, o fotógrafo vive desde 1983 em São Paulo. Um ano antes de desembarcar por aqui ele descobriu este hobby e encontrou sua vocação. “Ela (a vocação) surge da necessidade do momento. É aí que nós nos realizamos. É com sua vocação que se dribla a frustração. E sempre é possível você encontrar um gosto por alguma coisa, um novo caminho a ser percorrido”, explica ele.
A Lente dos Sonhos
“É uma série, uma volta. Uma espécie de reencontro. Porque hoje se valoriza muito os sensores das máquinas fotográficas. E o que faço é apenas utilizar o sensor da câmera e a luz do ambiente”, acrescenta o fotógrafo que explica o motivo que o levou a experimentar esta técnica inusitada.
Como fotógrafo ele, com seu olhar apurado, Miguel gosta de tudo que chama atenção.“Tudo que tem uma poesia por trás”, ele diz.
É o que acontece em sua casa. Na Serra da Cantareira, o chamado cinturão verde de São Paulo, ele faz contato direto com a natureza. Por lá realiza diversos registros de animais, frutas, belas paisagens…
Fotografar a vida, o inconsciente, aquilo que você vê apenas naquele instante, a fração de segundo, paixão, força, intuição constante da própria natureza. Por fim, somos aquilo que trazemos nas costas, a nossa bagagem de tempo infinito.”
Depois de diversas cidades da Alemanha, Estados Unidos, Canadá e Espanha, passando por Tóquio, Londres e Pequim, na China, Miguel volta à ativa para mostrar seu trabalho na mostra “A Própria Sombra”.

Compartilhar: