Mauro Restiffe | Fortes D’Aloia & Gabriel

MAURO RESTIFFE, Tim by the door, 2014 |FOTO: Mauro Restiffe. Cortesia do artista e Fortes D’Aloia & Gabriel, São Paulo/Rio de Janeiro.

A Fortes D’Aloia & Gabriel tem o prazer de apresentar ‘Laço rastro traço’, individual de Mauro Restiffe no Galpão, em São Paulo. A exposição toma o gênero do retrato como ponto de partida, na qual 33 obras de pequeno e médio formato alternam-se entre registros em cor e em preto e branco, entre fotografias históricas e trabalhos recentes.

Selecionada a partir do arquivo que vem sendo compilado pelo artista há 30 anos, a exposição explora um conceito amplo do gênero, compreendendo um conjunto de personagens que vai além da fisionomia humana e reconhece a própria paisagem como figura. Voltando suas lentes para os cantos, para o que seria os bastidores da cena, Restiffe captura alguns enlaces extraordinários na experiência humana comum. “São imagens de uma prática de fotografia diária, de estar com a câmera presente e registrar cenas do cotidiano”, nas palavras do próprio artista.

A exposição, refletindo o próprio conceito de retrato expandido que norteia a seleção de obras, desenrola-se em duas distintas montagens. Dessa forma, o público terá a oportunidade de trafegar pelo universo pictórico do artista em dois momentos que, juntos, reforçam o léxico formal e psicológico estabelecido em suas fotografias. Um ensaio do curador Bernardo José de Souza desenvolve o pensamento crítico sobre as mostras.

Mauro Restiffe participa da 34ª Bienal de São Paulo, apresentando uma instalação de fotos de larga escala concebida a partir das séries Empossamento (2003) e Inominável (2019) — a primeira, realizada em Brasília no dia da posse do primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a segunda, registrada exatamente 16 anos mais tarde, no dia da posse de Jair Bolsonaro.

Entre suas exposições individuais recentes destacam-se: History as Landscape, OGR (Turim, Itália, 2019); São Paulo, Fora de Alcance, Instituto Moreira Salles (Poços de Caldas, Brasil, 2019; São Paulo, Brasil, 2018; Rio de Janeiro, Brasil, 2014); Álbum, Estação Pinacoteca (São Paulo, Brasil, 2017); Post-Soviet Russia 1995-2015, Garage Museum of Contemporary Art (Moscou, Russia, 2016). O artista participou de diversas mostras coletivas, incluindo: Gwangju Biennial (Gwangju,Coréia do Sul, 2018), Aichi Triennial (Nagoya, Japão, 2016); Bienal de Cuenca (Equador, 2014); Bienal de São Paulo (São Paulo, Brasil, 2006); e Panorama de Arte Brasileira (São Paulo, Brasil, 2013 e 2005).

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