Rasgos em fotocolagens, objetos e caixas com espelhos, propõe ao espectador acessar vivências, memórias e viver sua própria narrativa.
Rasgo, brecha do tempo entre ideia e sonho.
Olhar que constrange? Sorriso que contém o esgarçar do riso? Ou a procura do muito, em muito pouco?
O rasgo vira olhar quando ultrapassa tanto a naturalização biológica quanto a imediaticidade crítica, permitindo uma imersão demorada na observação de um corpo metafórico e indefinido, em processo de reconstrução.
Assim, Marilou Winograd define sua nova exposição individual ‘o olho se abriu _ rasgo vira sonho’, a partir do dia 7 de outubro , na Galeria Candido Mendes, Ipanema, com curadoria de Denise Araripe. No espaço, serão apresentadas obras diversas – a série ‘Metamorphosis’, com oito fotocolagens impressas, em caixas acrílicas com espelhos; duas peças em tamanho grande, ‘ObjetoCorpo d’après Giacometti’ em tecido de algodão cru e tinta látex, e ‘ObjetoCorpo em expansão’, em algodão cru com inúmeras camadas de tinta látex; a ‘Trilogia das impossibilidades possíveis’, caixas acrílicas, sedas impressas e agulhas de carpinteiro.
“Seja no movimento ao redor, na continuidade do espelho ou no instante fotográfico, está posta a captura/enigma do rasgo em cor, textura e reflexo.
O corpo se abriu_ rasgo vira olhar
O olho se abriu _ rasgo vira sonho”, define Marilou Winograd.
Que o olhar do espectador acesse seus rasgos, memórias, alegrias, desejos e os transforme em sonhos.

