Marilou Winograd | Centro Cultural Correios

“Assim como Lewis Caroll em Alice no País das Maravilhas, pretendo levar o visitante da minha exposição para ‘o outro lado do espelho’”, afirma, metaforicamente, Marilou Winograd. A artista visual comemora duas décadas de carreira na individual “a obra como espelho”, no Centro Cultural Correios, no Centro, sob a curadoria de Ruy Sampaio. Obras grandes – instalações de 3 metros de altura por 6 metros de largura -, formam conjuntos ao lado de outras menores, como as quarenta caixas acrílicas que ostentam dedais, agulhas e fios de cobre que tecem redes de memórias que se ampliam, na concepção da artista. Fotografias ampliadas com layers de outras imagens rasgadas sobrepostas funcionam “como se atravessassem os espelhos através das camadas da obra, numa viagem ao tempo/memória do visível, tornando o invisível parte da obra”, explica a artista.
As obras ocupam 650m² em três salões do terceiro andar. Na sala lateral, o site specific “Memórias do Corpo” traz 468 fragmentos e duas fotos impressas em lona de três metros por seis metros. No salão central, cerca de quatro conjuntos de fotos de tamanhos variados compõem painéis de 1,20 metros a 8 metros, impressos em papel fotográfico, acrílico e aço inoxidável, telas com volumes e um objeto com espelho “Le Baiser Mis a Nu”. Na terceira sala, uma obra branca ocupa posição central, em contraponto à instalação “Equilibrium”, com 40 caixas de acrílico, agulhas e fios de cobre.

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