Marcelo Stefanovicz apresenta série inédita

Em sua nova individual, Marcelo Stefanovicz constrói uma relação íntima com a imagem, seja ela autoral ou apropriada. “Minha inspiração surge de descobertas. Sendo assim, a própria ideia de descobrir é para mim a narrativa.”, comenta. Seu processo criativo é baseado na experimentação e na intuição, gerando novos significados em sua obra que, ao negar um objeto, o evidencia e enaltece ao mesmo tempo. Nas palavras do curador da mostra: “Sua imagem final é densa, cheia de camadas, induzindo o espectador a uma análise que compreende não só o que ali se apresenta, mas o processo de composição.”. Utilizando este mesmo princípio estético de construção, alguns trabalhos de Marcelo Stefanovicz miram para o universo do design experimental, no qual objetos do cotidiano, encontrados aleatoriamente, são empregados como suporte ou meio para a execução da obra. Neste sentido, temos a série Parasitas, que trata dessa relação entre o design e a arte com mais evidência: a partir de lâmpadas e circuito elétrico, são criadas obras tridimensionais que, apesar de se valerem da mesma intervenção plástica e gestual de suas pinturas, continuam sendo lâmpadas e mantendo sua função primeira, qual seja a de propagar luz.

O trabalho de Marcelo Stefanovicz, ao ser revelado pelo ocultamento, trava um diálogo com a narrativa contemporânea, que busca seu discurso no questionamento individual, na omissão e negação. “A melhor história a ser contada, em alguns casos, pode ser aquela que é apenas sugerida.”, conclui Paulo Azeco.

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