Maise Couto | Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa

A mostra “COMO ARRUMAR FLORES NUM JARRO II”contacom 06 obras inéditas da artista plástica Maíse Couto em exposição na Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, localizada na Praça da Liberdade, 21, bairro dos Funcionários, Belo Horizonte, MG.
A série de obras reunidas para sua segunda mostra individual, é resultado de uma pesquisa ocorrida nos anos de 2016/2017, fruto da imersão da artista em suas questões pessoais e do enfrentamento da rotina solitária e silenciosa do ateliê.
“Como Arrumar Flores num Jarro II” de Maíse Couto é uma mostra que tem como ponto de partida conceitual a epígrafe de Clarice Lispector:
“[…]A vida oblíqua é muito íntima…vivo a riqueza da terra…Sim. A vida é muito oriental. Só algumas pessoas escolhidas pela fatalidade do acaso provaram da liberdade esquiva e delicada da vida. É como saber arrumar flores num jarro: uma sabedoria inútil. Essa liberdade fugitiva de vida não deve ser jamais esquecida: deve estar presente como um eflúvio…viver essa vida é mais um lembrar-se indireto dela do que um viver direto…Só para iniciados a vida então se torna fragilmente verdadeira[…]”
LISPECTOR, Clarice. (1973). Água Viva, RJ: Ed. Rocco, 1998.p.69
Sua série de Pinturas delineiam um universo pictórico elaborado a partir da experimentação de um espaço que não se submete à linearidade de nenhuma perspectiva conhecida, mas a uma paisagem só experimentada no território livre da poesia e da pintura.
O processo criativo da artista se dá a partir do problema da tela em branco e no decorrente jogo de seleção e deleção instaurado na busca de equilíbrio plástico de elementos que atravessam as fronteiras entre a figuração e a abstração.
As paisagens imaginadas, são normalmente habitadas poruma criança inspirada nos retratos de sua filha. O símbolo, personifica sua própria imagem infantil em espaços indefinidos, em situações e ações que revela resquícios mesclados de lembranças e de imaginação absolutamente inconscientes, refazendo no plano suas “lembranças indiretas”.
Imagens de fragmentos de memória que na fatura da pintura se mesclam aleatoriamente com impulsos gestuais plasmados em cores e formas diversas.

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