LUIZ PASQUALINI | OMA GALERIA

A OMA Galeria inaugura Saideira: histórias de bar, primeira exposição individual de Luiz Pasqualini. Com curadoria de Walter Arcela, a mostra reúne cerca de 12 pinturas a óleo que incorporam enquadramentos e composições de grandes mestres, como Rembrandt e Rafael, para retratar bares e botecos populares com a mesma importância reservada às grandes cenas da pintura clássica.

As telas surgem a partir da vivência pessoal de Pasqualini: o artista mapeia e frequenta bares do bairro onde vive, criando laços com seus proprietários, atendentes e frequentadores. A partir da convivência, do registro fotográfico e da fabulação, o artista elabora telas que representam o boteco, para além da boemia, como espaço de encontro e pertencimento. Em suas pinturas, mulheres posam para retratos com seus copos de cerveja, homens cantam em máquinas antigas de karaokê e outras figuras aparecem absortas nas telas de seus celulares, em ambientes onde é possível estar sozinho sem estar solitário.

Nas obras em exibição, o bar ganha uma liturgia própria, onde jogos de luz remetem à pintura religiosa, mesas de plástico fazem as vezes de altar e a presença inusitada de animais dá um tom de realismo fantástico às cenas. Mais do que válvula de escape, a exposição propõe o botequim como coração social da cidade, onde a vida encontra maneiras de se organizar em comunidade.

“Muitos no mundo da arte já pintaram a boemia, de europeus a brasileiros. O Luiz encontra sua originalidade ao retratar a boemia no mundo contemporâneo, no singular do botequim. É uma malandragem retratada com poesia: o trabalhador no interregno da vida, os jogos de sinuca, as apostas, os caça-níqueis, retratados com atenção e devoção para um tema que raramente é tratado sem violência”, afirma Thomaz Pacheco, diretor da OMA Galeria.

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