livro “Pedagogia da Marionete Livre: Festa e Manifesto” | Juliana Notari | Espaço Sobrevento

No dia 4 de julho, às 19h30, a marionetista, diretora, dramaturga e pedagoga cênica Juliana Notari lança o livro Pedagogia da Marionete Livre: Festa e Manifesto, no Espaço Sobrevento. A artista abre o evento com a apresentação de sua obra Habitada, na qual revela suas duplicidades, as outras Julianas que a habitam, que a suportam e comportam. Ela detectou o desejo de se abrir ao meio e se multiplicar em infinitas possibilidades do olhar, do ser, quando no cotidiano te encaixam, encaixotam e encaminham. Em seguida, promove bate-papo sobre o livro e faz sessão de autógrafos.

O volume integra o projeto 20 anos de Marionete Livre, em comemoração ao trabalho da artista nesta área, contemplado pelo Rumos Itaú Cultural 2019-2020 e que também contou com o curta-metragem Coágulo. Nele, produziu a marionete chamada Coagulador, representando as forças opressoras do sistema e modelada a partir de calcinhas de algodão usadas.

Pedagogia da Marionete Livre: Festa e Manifesto

Neste livro, a artista compartilha seus processos de criação e metodologia aberta e livre de uma pedagogia construída a partir da vivência, experimentação e observação do mundo. Dividido em nove capítulos, Pedagogia da Marionete Livre: Festa e Manifesto passa pelas memórias da infância, pela poética do cotidiano, transgressão da matéria, construção sensível de marionetes, exercícios e práticas de animação e pelos diversos diálogos que a marionete realiza com a situação sociopolítica atual.

A autora faz questão de exaltar a importância da arte das marionetes que, dentro do sistema, muitas vezes é marginalizada e excluída. A obra relata os cursos e oficinas ministrados por Juliana no Brasil e em diversos países, como Argentina, Colômbia, Chile e Espanha.

Marionetes

A artista encontrou nas marionetes a forma ideal de se expressar e se comunicar com o mundo. “Como se trata de uma arte muito generosa e aberta, ela pode dialogar com diversas tecnologias e com qualquer outra linguagem artística”, afirma ela.

As técnicas e os materiais escolhidos para a criação de cada marionete variam de acordo com o objetivo da obra marionetesca. A artista já criou marionetes com cascas de árvore, folhas, palha, cascas de alimentos e até com um vestido de noiva. A arte da marionete não tem restrição de público.

“Desde criança temos essa conexão com os objetos e esse poder de transformá-los. A marionete tem uma liberdade de movimentos e ações, de transitar entre mundos e de, ao mesmo tempo, olhar profundamente, que fisga os adultos”, afirma.

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