Leilão Grandes Coleções | Clube A Hebraica

Um acervo avaliado em mais de 40 milhões de reais reúne quase 200 obras de arte que permaneceram fechadas em coleções privadas durante décadas. É o caso da obra Judeu com livro de orações (1954), de Lasar Segall, que por mais de 45 anos esteve em uma acervo particular e nunca foi exibida anteriormente. Avaliada em R$3,9 milhões, a pintura é um dos principais trabalhos da fase religiosa de Segall – um documento da evolução do Modernismo e um registro da imigração judaica no Brasil. Com curadoria de Pedro Mastrobuono, o leilão Grandes Coleções é apoiado pelo Instituto Volpi e Projeto Leonilson e terá 20% da verba arrecadada destinada ao Projeto Felicidade.

Antes do pregão, o acervo será reunido de forma expositiva no Salão Marc Chagall no clube A Hebraica como forma de traçar um percurso na História da Arte, despertando um olhar sobre colecionismo, artes visuais, cultura, pertencimento e cidadania para os visitantes. A ideia de fazer o leilão surgiu há um ano com intuito de dar continuidade ao Projeto Felicidade, que há 18 promove atividades culturais para crianças carentes em tratamento de câncer. “Visitei coleções de arte exclusivas para trazer à luz obras icônicas do Modernismo, da Pintura Acadêmica até os Contemporâneos”, conta Pedro, sócio-fundador e presidente do Instituto Volpi.

Com cerca de 200 peças de mais 80 artistas consagrados, o leilão reúne nomes como Alfredo Volpi, Mira Schendel, Alberto da Veiga Guignard, Ismael Nery, Sérgio Camargo, Tomie Ohtake, Amélia Toledo, Geraldo de Barros, Almeida Junior, Leonilson e outros. Outra raridade é a tapeçaria de quase 5 metros, de Genaro de Carvalho, confeccionada com exclusividade para o Presidente Juscelino Kubitschek, além da pintura Fachada (1950), de Alfredo Volpi.

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