Lais Myrrha | Athena Contemporânea

A galeria Athena Contemporânea apresenta a exposição “Lais Myrrha – Cálculo das diferenças”, com cinco obras recentes e inéditas da artista mineira radicada em São Paulo. Na mostra, serão apresentadas instalações, esculturas e uma fotografia, que se relacionam entre si e tratam da questão da arquitetura e da temporalidade. Todas as obras da exposição – com exceção de uma, que é de 2016 – foram produzidas este ano, dando uma dimensão da mais recente produção da artista, que foi um dos destaques da última Bienal de São Paulo e cujo trabalho atualmente integra a exposição “Condemned to be Modern”, no Los Angeles Municipal Art Gallery (LAMAG), nos EUA.
Em todas as obras é clara a presença da arquitetura e da construção, assim como a questão da temporalidade, seja na ação que o tempo irá exercer sobre o trabalho, transformando-o em algo novo com o passar dos dias, seja na ação que aconteceu e foi “paralisada” pela artista, fazendo o público ver o resultado do que ocorreu no passado.
A pesquisa recente de Lais Myrrha sobre os materiais usados na construção civil, como tijolos, cimento e madeira, se desdobra em algumas obras da mostra. Esses materiais cotidianos ganham uma nova significação na produção da artista, cujo interesse, em linhas gerais, é desestabilizar as convenções materiais, políticas e ideológicas que delimitam a vida social, pessoal e política. Os trabalhos presentes nesta exposição destacam um processo desconstrutivo vigente. “Os trabalhos contrastam porvir e ruína; a memória do que poderíamos ter sido e não fomos; a consciência do fracasso que se percebe finalmente como delírio”, afirma a crítica de arte Heloisa Espada, no texto que acompanha a exposição.
“Nos últimos anos, venho trabalhando a noção de impermanência e da história, assim como a precariedade dos conceitos de equivalência e equilíbrio. Um elemento importante no meu processo de criação é a escolha e o uso preciso dos materiais, da capacidade que eles têm de produzir signos, funcionando como condensadores de narrativas”, afirma Lais Myrrha.

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