Kika Costa | Museu Oscar Niemeyer

FOTO: F. Zago / Studio Z

O Museu Oscar Niemeyer (MON) apresenta a exposição inédita “Formas & Anjos: Obras de Kika Costa (1984-2021)”, que reúne uma visão panorâmica da produção da artista desde a década de 1980 até hoje.

A artista, que é uma pessoa com deficiência, nasceu em 1961, em Porto Alegre (RS), onde vive. Trabalha exclusivamente com cerâmica, numa produção sistemática e contínua.

“A principal missão de uma instituição cultural é democratizar a arte, e ela deve ser exercida em sua plenitude”, diz a diretora-presidente do Museu, Juliana Vosnika. “Certamente, a exposição de Kika Costa contribuirá para ampliar o debate sobre as produções artísticas de pessoas com deficiência, que muitas vezes encontram limitadores.”

Ela explica que o MON se consolida, ano após ano, como uma instituição dinâmica, aberta ao diálogo artístico e à troca de experiências múltiplas. Com essa preocupação, o MON criou o Núcleo de Acesso e Participação (NAP), para ampliar o acesso de todos os públicos a obras do acervo e às atividades oferecidas pela instituição.
“O objetivo é inserir cada vez mais a comunidade no Museu, participando ativamente de suas ações e propostas”, comenta Juliana.

Kika Costa tem obras nos acervos do Museu Oscar Niemeyer (MON), do Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC-PR), do Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MACRS) e do Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS), entre outros.

FOTO: F. Zago / Studio Z

A mostra

A exposição tem curadoria de Gaudêncio Fidelis e curadoria adjunta de Ana Zavadil. “A obra de Kika Costa é uma contribuição significativa para a história das formas artísticas dentro de uma perspectiva criativa, estética e cultural que tem muito a nos ensinar sobre a natureza do objeto de arte como gerador de conhecimento”, diz Gaudêncio.

Para a curadora Ana Zavadil, a produção da artista é uma “demonstração de superação dos mais diversos obstáculos que um artista precisa enfrentar para produzir e ter sua obra reconhecida. Especialmente se essa artista é também uma pessoa com deficiência em um mundo que é essencialmente normativo”, comenta Ana.

Durante a exposição, será lançado o livro homônimo de autoria do curador e historiador de arte Gaudêncio Fidelis. Com 320 páginas e ilustrado por cerca de 600 obras, o livro se propõe a investigar os deslocamentos da obra da artista no campo da arte e da cultura.

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