KAMYTÁ | CHRISTAL GALERIA

Olinda Tupinambá Título: Kaapora Fotoperformance

No dia 13 de agosto, a Christal Galeria, no Recife, abre Kamytá, exposição de Ziel Karapotó e Olinda Tupinambá, com texto curatorial de Denilson Baniwa.

O projeto nasce de uma residência artística realizada na APA Costa dos Corais, entre Pernambuco e Alagoas, e reúne trabalhos desenvolvidos a partir dessa imersão no território.

A exposição atravessa questões ligadas à arte indígena contemporânea, espiritualidade, ancestralidade e emergência climática, aproximando as pesquisas dos artistas das relações entre floresta, manguezais, rios, mar e comunidades que habitam a região.

Mais do que apresentar um conjunto de obras, Kamytá propõe uma reflexão sobre outras formas de relação entre corpo, território e natureza em um dos ecossistemas marinhos mais importantes do país, é a segunda maior barreira de coral do mundo. São 135 km de extensão.

Em “KAMYTÁ”, as obras evocam ainda entidades como Kaapora, Peixe Pajé e Mãe D’Água, forças associadas à proteção e à relação espiritual com a natureza. A partir dessas referências, a mostra propõe uma reflexão sobre outras formas de existência e sobre os modos de relação entre seres humanos, território e meio ambiente. A exposição reúne trabalhos de Olinda Tupinambá e Ziel Karapotó, dois nomes em destaque na arte contemporânea indígena brasileira. Multiartista, produtora cultural, performer e realizadora audiovisual, Olinda desenvolve uma pesquisa que utiliza o corpo como ferramenta política para abordar questões ambientais e a relação entre a humanidade e a natureza. Em 2024, participou da 60ª Bienal de Veneza, com a obra “Equilíbrio”, e foi indicada ao Prêmio PIPA. No ano seguinte, recebeu o prêmio da The Gallery, em Londres, com “Marulho”, obra selecionada para representar o Brasil na COP 30. Já Ziel Karapotó, dos povos Karapotó Terra Nova e Karaxuwanassu e graduado em Artes Visuais pela UFPE, transita entre pintura, performance, instalação e audiovisual, investigando território, espiritualidade, memória e identidades indígenas. Também participou da 60ª Bienal de Veneza, em 2024, com “Cardume II”, foi indicado ao Prêmio PIPA e, em 2025, realizou sua primeira exposição individual internacional, “SERIGY”, em Nantes, na França.

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