No sábado, dia 23 de maio, a Casa Proeza, no Centro do Rio de Janeiro inaugura “Kairós”, exposição que reúne cerca de 25 obras dos fotógrafos Ángel Castellanos (1999), Felipe Metsavaht (1998), Guilherme “Bill” (2001) e Marina Zabenzi (1999). Com curadoria da estudante de filosofia da UFRJ Francesca Pomposelli (2002), a mostra propõe uma investigação na produção artística destes jovens artistas, mas que já possuem currículo profissional pulsante.
“Como é para artistas jovens, nativos digitais deslocarem seu olhar para o sensível e poético através da fotografia?”
Sobre Kairós, o eixo da reflexão filosófica da mostra a Casa Proeza abre suas portas com uma exposição que reflete o movimento da cidade, do tempo e suas relações, dialogando entre si intrinsecamente, com a curadoria da mostra “Kairós”. Inaugurando em maio de 2026, até o mês de julho, a galeria Casa Proeza recebe o projeto de exposição com a curadoria de Francesca Pomposelli. Apresentando quatro artistas, que dialogam entre si sobre questões de identidade e corpo e memória como percepções temporais e de movimento. A exposição Kairós reúne fotógrafos emergentes com percepções e composições, formando uma experiência sobre o acontecimento e seus espaço-tempos. A imagem e o transitório. O momento de decisão e a regência da forma, gesto, luz e significado.
Na mitologia grega, Kairós se refere ao momento oportuno, o instante em que algo irrompe e exige ser captado ou reconhecido. Na fotografia, essa lógica se aproxima de uma noção formulada por Cartier-Bresson do “Momento Decisivo”, o instante preciso em que forma, gesto, luz e significado se organizam em uma composição irrepetível. Mais do que um simples meio de registro, a fotografia aqui é compreendida como um método de observação e construção, um campo onde identidade se torna matéria de experimentação visual. Ao reunir essas abordagens, a exposição propõe pensar a fotografia como uma prática de meditação sobre a identidade contemporânea.
Entre corpo e território, observações para além de constâncias, algo que se constrói na relação entre movimento, contexto e olhar.


