No dia 24 de outubro, às 16h, o Museu Nacional da República inaugura a mostra Brasília: mensagens monumentais, com pinturas e impressões da artista visual Júlia dos Santos Baptista. A exposição apresenta também obras criadas por alunos do 4º ano de escolas públicas do Distrito Federal — Ceilândia Sul, Cidade Estrutural e Asa Sul.
A mostra fica em cartaz até 24 de novembro, com visitação de terça a domingo, das 9h às 18h30. A entrada é gratuita e livre para todos os públicos. O Museu Nacional da República está localizado na Esplanada dos Ministérios, Brasília – DF. Instagram: @museunacionaldarepublica e @juliadossantosbaptista.
A exposição Brasília: mensagens monumentais nasce do desejo da artista e educadora de investigar o que os monumentos da capital representam para as novas gerações, especialmente para crianças que crescem nas Regiões Administrativas do Distrito Federal. O projeto resulta de oficinas realizadas com estudantes de escolas públicas, nas quais a artista propõe um diálogo entre sua pintura e as criações dos participantes, convidando-os a imaginar os monumentos que ergueriam se pudessem reinventar a cidade.
Reconhecida mundialmente por sua arquitetura de vanguarda, Brasília é um monumento em si — um museu a céu aberto de traços modernistas, com palácios e espaços públicos projetados por Oscar Niemeyer. Mas o que esses monumentos significam para as novas gerações, sobretudo para aquelas que crescem nas bordas do Distrito Federal?
“Brasília: mensagens monumentais é, acima de tudo, um convite à escuta. As obras reunidas são visões de futuro, em que a monumentalidade nasce do desejo, da imaginação e do pertencimento. Além de celebrar a cidade, a exposição propõe ressignificá-la: Brasília pode — e deve — ser vivida a partir das vozes que a habitam”, afirma a artista visual Júlia dos Santos Baptista.
Nas obras, Brasília é recriada a partir de sonhos e experiências cotidianas. Árvores que frutificam barras de chocolate, praças cheias de flores e rios transformados em santuários revelam uma imaginação que une ludicidade, afeto e consciência ambiental. Para essas crianças, o monumental nasce não do concreto, mas da vida em comum, da natureza e da esperança por um futuro mais justo e acolhedor.
Mais do que celebrar Brasília, a exposição convida à escuta e à reflexão: a verdadeira grandeza de uma cidade talvez resida não em seus palácios e eixos, mas nos sonhos de quem a habita e a transforma todos os dias.

