John Vincent Nicholson | Blombô Itaim Bibi

JUNTOS, ENTRE O SOL E A LUA

Aos apreciadores das artes, uma grande notícia. John Vincent Nicholson, artista plástico texano que vive no Rio de Janeiro há mais de 40 anos, está de volta a São Paulo e apresenta a exposição “Horizontes Quânticos”, em formato presencial, no espaço Blombô, em São Paulo.

A apresentação é composta por 17 obras, que ficarão disponíveis para visitação e estarão à venda, a partir do dia 15 de setembro até 16 de outubro.

De acordo com Zenon Valcacer, curador responsável pelos trabalhos de Nicholson, a principal característica dessa nova fase no abstrato lírico no qual ele mergulhou desde os anos 80, “foi a vontade de baixar a força cromática para experimentar outras possibilidades, tanto nas cores quanto nas composições, e o quadro “AT ONE WITH THE PEACE OF THE WORLD” representa o apogeu dessa progressão cromática e composicional”.

Ainda segundo a curadoria, após esse quadro, John Nicholson sentiu a necessidade de expandir o horizonte pictórico e passou a trabalhar com Dípticos e Trípticos, cujos resultados nessa via de escalas bem maiores ficam muito diferentes da fase anterior a 2019. “Por isso, resolvemos fazer essa exposição em São Paulo para ilustrar um pouco o desenvolvimento de sua linguagem criativa”, salienta o curador das obras de Nicholson.

UM INSTANTE NUM DIA DE VERÃO

SOBRE O EXPOSITOR:

Depois de estudar artes plásticas na Universidade de Houston e na Universidade do Texas, nos Estados Unidos, John Vincent Nicholson se mudou para o Rio de Janeiro, em 1977.

Em terras cariocas, iniciou a carreira de professor na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, em 1980, ano em que participa de diversas mostras coletivas no Rio de Janeiro e produz, em conjunto com Luiz Aquila e Claudio Kuperman, a “Grande Tela”, gigantesco painel que representa um claro manifesto de afirmação da pintura.

Por causa de sua atuação como pintor e professor nesse período, Nicholson torna-se um dos mestres da chamada “Geração 80”, lançada no Brasil em exposição histórica realizada no Parque Lage, em 1984. Com sua mudança para o Brasil, sua pintura, inicialmente figurativa, se transforma e se expressa por meio do uso da superposição de planos e cores fortes da pop arte e do expressionismo abstrato.

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