João Machado | Museu Forte Defensor Perpétuo de Paraty

Crédito: Fabiano Battaglin /Divulgação

Durante a FLIP 2025, o Museu Forte Defensor Perpétuo de Paraty recebe a exposição Territórios do Zumbido, do artista João Machado, em que arte e ciência se entrelaçam para apresentar a riqueza sonora das abelhas nativas do Brasil.

A mostra apresenta a pesquisa do artista e meliponicultor João Machado, com curadoria de Arasy Benítez, e ocupa o interior do museu com obras sonoras e audiovisuais centradas na biofonia das abelhas sem ferrão — um patrimônio natural que compõe a paisagem sonora dos ecossistemas brasileiros. No jardim, duas obras ampliam a experiência de arte e ecologia: entre elas, a escultura viva “Arquitetura para Abelha Jataí III” que abriga uma colmeia de abelha jataí e que será incorporada ao acervo permanente do museu.

A abertura da exposição contará com a apresentação da performance sonora “Zumbido”, idealizada por João Machado em colaboração com os músicos Daniel Magnani e Rodrigo Netto. A obra transforma os sons dos enxames em música experimental ao vivo, por meio de improvisações com mesa de mixagem e manipulação eletrônica. Em seguida, acontece uma roda de conversa entre público, artistas e a curadora.

Como parte da programação pública, o artista também conduz as “Derivas de mapeamento de abelhas nativas” nos arredores do museu — caminhadas coletivas voltadas à localização, identificação e observação sensível dessas espécies no espaço urbano. Já no dia 01 de agosto de 2025, a partir das 10h, será realizada uma intervenção de arte e meliponicultura, com a transferência de um enxame de abelha jataí de uma caixa racional para uma escultura cerâmica — gesto que reafirma o vínculo entre prática artística e cuidado com a biodiversidade, afinal, cuidar de abelhas nativas representa o cuidado coletivo do meio ambiente.

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