O artista visual e performer Jean Smekatz , está em cartaz até o dia 21 de setembro, domingo, no Museu de Arte de Joinville (MAJ), com a exposição “Corpo-carne Corpo-sagrado”, uma instigante mostra que coloca em diálogo a produção contemporânea do artista, com obras selecionadas do acervo do museu, assinadas por Hamilton Machado, Luiz Henrique Schwanke, Rosana Bortolin e Siron Franco, a curadoria é de Alena Marmo.
A exposição propõe uma reflexão sobre a dualidade do corpo como matéria e símbolo, explorando sua vulnerabilidade e transcendência. A abertura contou com uma performance especial de Smekatz, marcando o início de um percurso que convida o público a repensar o corpo como suporte de memória, ritual e existência.
O jovem artista vem se destacando cada vez mais nas artes catarinense e de nosso país. No ano passado, Jean apresentou várias performances em locais simbólicos da maior cidade catarinense, com o projeto “Trabalho de Corpo, em parceria com a conceituada pesquisadora e bailarina Marta Soares, logo em seguida o artista estreou sua individual “Energia do Gesto”, na Galeria 33 , com curadoria de Katiana Machado e “Sudarium”, com curadoria de Kethlen Kohl na Associação de Artistas Plásticos de Joinville (AAPLAJ). No início de 2025, foi um dos destaques em parceria com a Casa Docol da 14ª Semana de Design de São Paulo, e logo em seguida da Milan Design Week.
Em 2025, Smekatz já estreou, com grande sucesso, a exposição ““Campo de Forças: Corpo, Linha e Mancha” com curadoria de Deise Oliveira no Instituto Internacional Juarez Machado, e atualmente segue com duas exposições individuais em cartaz: “O Que Permanece”, com curadoria de Nadja Lamas, na AAPLAJ, uma exposição que nos convida a um delicado e poético diálogo entre avó e neto pela pintura. Maria Inês, artista de longa trajetória, dedica-se à natureza morta com flores, frutos e objetos, gênero fundamental na história da arte. Jean Smekatz, jovem artista contemporâneo, produz intensamente entre pintura, instalação e performance. É a visão poética do neto, sobre o trabalho de sua vó.
A mostra “Corpo-carne Corpo-sagrado” em cartaz no MAJ, parte da premissa de que o corpo é o lugar primordial da experiência humana, simultaneamente carne perecível e veículo do sagrado. Smekatz, em um momento crucial de sua trajetória, apresenta obras que investigam a corporeidade em suas múltiplas camadas, desde a dor e o prazer até a ancestralidade e a espiritualidade. Suas criações, como a vídeo-performance SUDARIUM (2024) e a pintura O dia em que Cristo morreu (2024), feita com tinta automotiva sobre tecido, tensionam a materialidade do corpo e sua dimensão simbólica. A série Ossinhos, Série Ancestralidade (2022, 2025), composta por esculturas em cerâmica e pregos, evoca a presença dos antepassados, enquanto Corpo (2021-2025) e Território (2022/2024) exploram a pele como superfície de contato com o mundo.
Diálogos com o acervo:
A curadoria estabelece conexões profundas entre as obras de Smekatz e peças emblemáticas do MAJ:
– Hamilton Machado: A obra O dia em que Cristo morreu (1969) entra em diálogo com a peça homônima de Smekatz, discutindo o corpo como símbolo de sacrifício e redenção.
– Rosana Bortolin: Oferenda I – Série alguidares (1998) aproxima-se da noção de ritual, com objetos que remetem a práticas sagradas e à materialidade do corpo.
– Siron Franco: Salvai nossas almas I – Série Césio (1999) expõe a fragilidade da carne diante de tragédias, contrastando com a busca pelo transcendente.
– Luiz Henrique Schwanke: Sua obra tensiona a dualidade corpo-terreno e corpo-espiritual, reforçando a exposição como um espaço de confronto entre o efêmero e o eterno.

