Às vésperas do centenário de nascimento do seu patrono, celebrado em junho de 2027, a Oficina Francisco Brennand inicia, no próximo 8 de agosto, o primeiro ato do ciclo de comemorações dos 100 anos do pernambucano. A abertura inédita do ateliê do artista à visitação e a chegada da itinerância da 36ª Bienal de São Paulo ao museu-ateliê, no Recife, marcam o início dessa programação, galvanizando um projeto institucional estruturado há sete anos para preservar a obra do artista e mantê-la em permanente diálogo com a produção contemporânea, a pesquisa, a educação e novos públicos.
Desde 2019, quando foi transformada em um instituto cultural sem fins lucrativos, a Oficina vem ampliando sua atuação para além da preservação de seu acervo singular. Ao longo desse período, consolidou uma estratégia que articula salvaguarda patrimonial, produção de conhecimento, programação artística, formação de públicos e fortalecimento institucional, reafirmando uma vocação presente desde sua criação: fazer do museu-ateliê um território de encontros entre diferentes linguagens, artistas e pensamentos.
É nesse contexto que a Oficina recebe, entre 8 de agosto e 18 de outubro, a itinerância da 36ª Bienal de São Paulo, que retorna ao Recife após 15 anos. No museu, será apresentada a exposição Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática, com organização dos curadores adjuntos André Pitol e Leonardo Matsuhei. A recepção da mostra sublinha a ítaca da Oficina: um espaço onde acervo e produção contemporânea se encontram. Na capital pernambucana, o recorte reunirá obras de 14 artistas, estabelecendo conversações com referências culturais de Pernambuco presentes na concepção curatorial da 36ª Bienal, entre elas o Manguebit e o estuário formado pelos rios Capibaribe e Beberibe, compreendidos como metáforas de encontro, negociação e convivência entre diferentes mundos.


