Heroísmo é Botulismo | Ateliê397

Com título provocador, a exposição coletiva Heroísmo é Botulismo chama atenção para a emergência climática vivida na contemporaneidade pelo viés da necessidade de mudança na forma como as histórias são contadas no Ocidente. O heroísmo que ronda a história, a política, a arte e a ótica ocidental como um todo, é igualado ao botulismo, doença mortal.

A mostra remete a uma teia de emaranhamento de referências, que passa por Anna Tsing, Juliana Fausto, Ursula Le Guin, Virgínia Woolf, entre outros nomes. A curadora Érica Burini menciona, ainda, o poema “Cartilha da Cura”, de Ana Cristina César: “As mulheres e as crianças são as primeiras que desistem de afundar navios”.

Com a participação de brasileiros e estrangeiros, múltiplos olhares são contemplados também pela interdisciplinaridade, com artistas, antropólogos, filósofos e agricultores participando da construção de trabalhos que também compartilham autoria com as águas, terras, ventos, plantas, paisagens e animais, investigando as possibilidades de vida nas ruínas do capitalismo.

Além do projeto Golden Snail Opera, que reúne a autora Anna Lowenhaupt Tsing, junto a antropóloga Yen-Ling Tsai, a cineasta Isabelle Carbonell e a agricultora e tradutora Joelle Chevrier, também participam Camila Rocha, Darks Miranda e Juliana Fausto, Frederico Filippi, Gio Soifer, Licida Vidal, Merve Ünsal, Jarbas Lopes, João Machado, Jorge Menna Barreto e Joe Buggilla.

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