Helena Carvalhosa – O que em mim sente está pensando | Casa do Jasmin

A exposição Helena Carvalhosa – O que em mim sente está pensando Jasmin, com curadoria de Marcelo Salles, leva o nome de um uma frase do poeta português Fernando Pessoa e reúne cerca de 30 pinturas recentes da artista, que, nos últimos meses, foi praticamente todos os dias ao seu ateliê. “O ateliê é o lugar de meu silêncio, onde me sinto livre. Posso qualquer coisa: olhar, ler e principalmente pintar”, ela diz.

De acordo com o curador, as obras desenvolvem um diálogo entre opostos, como interiores x paisagens e formas x figuras, mas sem uma dicotomia demarcada ou simplória. “A intenção é que mesmo sendo entre ‘opostos’, o eixo se estabeleça justamente por provocar uma certa dúvida ou estranhamento sobre o caráter daquilo que vemos”, explica.

O título, O que em mim sente está pensando, “traz uma ideia literária de algo que possui narratividade, ainda que fragmentada ou enigmática, como a poesia. Parte da concepção de que sensações estimulam o pensamento e este se dirige à pintura, na tentativa de formalizá-la, lidando com a impossibilidade de conclusão”, afirma Salles.

A mostra é também a celebração de uma história que teve início há mais de 50 anos. No mesmo endereço que hoje abriga a Casa do Jasmin, espaço multiuso dirigido por Sofia Carvalhosa, foi inaugurada na década de 1960 por Helena e Aurélio Martinez Flores (1929- 2015) a loja de design Arte & Objetos, conhecida como A&O. “Eu era uma jovem querendo me situar na vida. Ele, um arquiteto mexicano responsável pela produção dos móveis da Knoll International”, conta a artista. Os objetos inovadores da A&O participaram da exposição Mobiliário Brasileiro – Premissas e Realidade, MASP (1972).

 

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